sábado, 20 de agosto de 2011

272° ao 277°


A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946)
Idioma: Inglês
Direção: Frank Capra

O filme narra a vida de George Bailey, homem simples e idealista que ao longo de sua vida se sacrificou em prol dos outros. Ainda criança, salvou a vida do seu irmão mais novo e impediu que seu velho chefe cometesse um erro, que poderia custar a vida de outra pessoa.Na juventude, teve que abandonar a idéia de fazer uma universidade e viajar pelo mundo para comandar a firma do seu pai. Também abdicou da sua lua-de-mel para, mais uma vez, salvar sua firma da bancarrota. Lutou contra homens poderosos da sua cidade permitindo que muitas pessoas tivessem acesso ao crédito e à casa própria. Enquanto sua própria morada precisava ser renovada. George Bailey era, portanto, um homem que buscava, essencialmente, o bem-estar comum.
Até que, por um descuido, seu tio perde uma quantia em dinheiro que deveria ser depositada no banco, ao mesmo tempo em que um fiscal analisava as contas da empresa. George se viu numa situação das mais difíceis. Poderia até ir para a cadeia por um erro que não cometeu. O desespero de ver sua dignidade descer pelo ralo acaba o impelindo a desistir de seu bem mais precioso: a sua própria vida. A iluminação se torna ofuscada e há um clima de tensão e angústia na face de George Bailey, contrastando com o que vinha se apresentando desde então. Sentimos, ao seu lado, a dor de quem não encontra mais chão sob os seus pés. Até que na hora em que ele iria se jogar literalmente da ponte e por fim ao seu sofrimento, aparece um anjo que faz o personagem ter a oportunidade de vivenciar como seria a vida se ele não existisse, assim era o seu desejo, naquele momento Ele vê que sem a sua intervenção a vida de tantas pessoas mudava para pior. Seu irmão morrera, seu antigo chefe se tornara um bêbado, sua mãe, uma mulher amargurada pelos percalços da vida, e a esposa, uma solitária sem rumo. Com essa visão desanimadora, George implora para ter sua vida de volta. A sua mensagem é a da apreciação das coisas simples que só valorizamos quanto perdemos e que, na maior parte das vezes, são enevoadas pela própria rotina. George perde o que, diante daquelas circunstâncias, rejeitava e, ao verificar isso, percebe o quanto era feliz. Na conclusão otimista, George recebe um bilhete do seu anjo da guarde dizendo “ninguém é um fracasso se tem amigos”. Essa frase se torna um alento a pessoas que se identificam com o personagem e que se encontram em momentos difíceis, claro que aqui é um filme e na trama o desespero dele era conseguir dinheiro e todos os seus amigos arrecadam uma montanha de dinheiro para ajudá-lo.Destaque aqui nesse filme para as cenas deliciosas e comovente como a da casa quando ele chega para sua noite de núpcias após um dia de trabalho e sua mulher Mary arruma uma casa abandonada para passarem a noite.
Nota:9




AMOR À FLOR DA PELE (2000)
Idioma: Cantonês
Direção: Wong Kar-wai

Esse filme conta a história de dois casais e que o diferencial é o jeito, a forma como isso é contado, porque na verdade é sobre traição ,mas especificamente na dec de 60 e ainda por ser uma cultura oriental vemos o quanto é difícil para os personagens aceitarem o fato da traição e da mesma forma fazer algo a respeito. O filme é muito delicado ele filma de um jeito que é como se alguém estivesse espiando o tempo todo , por exemplo quando ele vai na casa dela eles começam a conversar mas o que vemos é um close da porta se abrindo e o foco fica nós pés deles. O inicio do filme é uma jovem e uma jovem ambos casados com outras pessoas fazendo uma mudança numa espécie de casas de aluguel onde moram todos juntos mas cada um aluga o quarto, em nenhum momento do filme o marido de Chan e a mulher do Sr Chon aparecem diretamente, somente sombras ou de costas,o que achei um belo detalhe do diretor.Enfim eles acabam descobrindo que seus parceiros estão se encontrando e tento um caso, os dias os meses passam e eles transformam essa duvida em certeza, e acabam ficando amigos porque ambos gostam de histórias sobre artes marciais e ele acaba escrevendo sobre isso.Ela faz visitas relares e da sugestões sobre a escrita dele.Mas em nenhum momento eles caem em tentações e como ela mesmo diz “não seremos iguais a eles”.Porém ele acaba se apaixonando por ela e no passar dos anos ele não esquece essa paixão, ambos levam suas vidas adiante e um dia depois de muito tempo ambos visitam aquele lugar onde eram vizinhos e que viveram aquela grande paixão mesmo sem nunca terem de fato se entregado a ela.
Nota:9




TARDE DEMAIS PARA ESQUECER (1957)
Idioma:Inglês
Direção:Leo McCarey

Um filme pra ser lembrado, de como uma história simples contada de forma original e bem feita pode dar muito certo.O filme começa com uma viagem de navio e um excelente dialogo, ágil inteligente e engraçado entre um homem e uma mulher ambos comprometidos com outras pessoas mas com uma inegável atração mutua.Eles acabam resistindo a tentação mas não a amizade e assim chamam esse sentimento ficam juntos o tempo todo mas tentam evitar comentários no navio disfarçando seus encontros, o novio atraca e ele leva a jovem e bela moça a conhecer sua adorada avó, uma velhinha simpática que vive em um pequeno paraíso e ela e a jovem se dão muito bem.De volta ao navio descobrem que todos sabem de seu relacionamento e lá juram amor e prometem se encontrar daqui 6 meses no Empire State Building no andar mais alto.Eles então voltam para seus respectivos noivo e noiva e de fato eles sabem que não são afortunados como eles ambos são sustentados pelos seus parceiros e se decidirem seguir com esse amor ficaram pobres.Porem cada um da um jeito de levantar uma grana e sustentarem por si só ele pintando e ela cantando , depois de 6 meses chega o dia de eles se encontrarem, mas ela a caminho sofre um acidente e fica paraplégica ele sem saber de nada a espera a noite toda, desiludido ele segue sua vida, porem em um teatro eles se reencontram ela não quer dizer nada para ele , sobre o acidente, mas ele acaba indo a sua casa e descobre porque de fato ela não foi ao seu encontro eles então ficam juntos numa cena romântica bem a estilo clássico de Hollywood.O filme todo são seqüências de clichês mas tem uma ternura inigualável nas cenas de cantoria e é salvo por inúmeros diálogos brilhantes.
Nota:9




REBECCA, A MULHER INESQUECÍVEL (1940)
Idioma: inglês
Direção: Alfred Hitchcock

Esse filme fica difícil pra mim dar uma nota ao ate mesma dizer se gostei ou não, mas já explico o porque.
Esse filme começa de um jeito bem casual sem nenhuma pretensão o rapaz rico conhece moça pobre e órfã e decide casar com ela, até ai nada demais, claro que em algumas cenas mostra um certo mistério em volta do mocinho mas nada que poderia comprometê-lo só mais para fazer um charme.Porem no desenrolar do filme na verdade nos últimos minutos é que descobrimos uma trama imensa com desvios de caráter e com várias surpresas muito bem boladas.
Acontece que durante todo o filme esse jovem casal fica atormentado pela morte da primeira esposa Rebecca, e a pobre jovem recém casada fica se comparando com ela. E os amigos do rapaz de sobrenome De winter fazem comparações tb e não se cansam de dizer o quanto a rebecca era linda e refinada.E é lamentável que cada lembrança deixa o seu marido muito nervoso, por um bom tempo o filme fica só nesse enredo ate que descobrimos que o pobre rapaz que perdeu a esposa e se lamenta cada vez que ouve o nome dela na verdade pode te-la matado! Em uma rede de intrigas que como falei só descobrimos no final do filme sendo que a rebecca não era amada mas sim odiada pelo seu marido, descobrimos que ela o traia e que poderia estar grávida esse foi o motivo de desentendimento que ocasionou um acidente levando a crer que ele que a tinha matado, com mais uma investigação novas situações aparecem e com um desenrolar rápido e intenso que na verdade Rebecca se encontrava as escondidas com um doutor em Londres e que ele confirmou que ela tinha câncer, desiludida coma vida ela decide transformar a vida do marido num inferno ocasionando propositalmente sua morte e culpando o marido,No fim descobrindo isso sua dama de companhia que durante todo o filme atazanou a vida da pobre moça a Miss De winter como a chamavam ela enlouquece e coloca fogo na mansão, mas levamos pelo lado bom pq o romance que ficou conturbado durante todo o filme no final eles ficam juntos, parece que a tragédia os uniu de verdade.Um bom filme mas o inicio não tem nada para glorificar agora já o final sim.Muito bem feita a cena do incêndio na mansão.
Nota:9




A CAMINHO DE KANDAHER (2001)
Idioma:farsi/inglês
Direção:Mohsen Makhmalbaf

No Afeganistão as meninas nem podiam estudar. O governo radicalizou a situação de desprezo social e isolamento das mulheres desde a infância. Não é permitido nem mesmo andar na frente ou ao lado de seus maridos. Suas vidas destinavam-se apenas ao espaço doméstico, a cuidar da casa, a criar os filhos e a procriar. A protagonista desse envolvente e intrigante filme expressa suas dúvidas quanto à obrigatoriedade do uso das burcas ser apenas uma imposição do governo do Talibã ou se esses mesmos governantes são, na realidade, levados a agir dessa forma por conta das tradições culturais arcaicas do país e de seu fanatismo em relação às mesmas. Importa-nos lembrar que o uso dessa peça de vestuário característica do mundo islâmico tornou-se entre os afegãos num forte símbolo da opressão sofrida pelas mulheres.Ao longo do filme somos informados que as mulheres do Afeganistão são identificadas e são pejorativamente chamadas de "Seaser" ou “Cabeças Negras” pelo fato de ocultarem-se quase que completamente debaixo das burcas.Se não bastasse a discriminação sofrida pelas mulheres, durante vinte anos de sua história recente, mais especificamente nas duas últimas décadas do século XX, os registros dos órgãos internacionais dão conta de que uma pessoa teria morrido a cada cinco minutos, em média, no Afeganistão. A guerra contra os invasores russos, as disputas políticas e sociais internas e a ascensão dos radicais do talibã nos ajudam a compreender um pouco da tragédia humana daquela frágil e pobre nação asiática. A história do país, de tão devastadoras conseqüências nesse passado tão recente, ainda legou ao castigado povo local o drama das minas terrestres espalhadas pelos quatro cantos do país que a todo o momento geram novas vítimas fatais ou mutiladas que choram por próteses que os ajudem a andar.Apesar disso os funcionários da ONU que atuam no país, também representados no filme, procuram manter acesa a chama da esperança do povo que ali vive. "Os muros erguidos contra essas pessoas podem ser altos", diz um deles a Nafas a personagem principal do filme e a algumas meninas que estão trilhando o caminho de volta para o Afeganistão, "mas o céu é muito mais elevado", complementa ele. Mas como alimentar qualquer sonho ou expectativa de dias melhores quando os dados da realidade do país são tão aterradores? "Se soubesse disso (que uma pessoa morreu a cada 5 minutos nos últimos 20 anos no Afeganistão), teria perdido a esperança a cada 5 minutos", diz a jornalista que tenta adentrar as terras de sua pátria para salvar a irmã. A vida das mulheres se deteriorou no Afeganistão com a chegada ao poder do Talibã. A elas foi proibido estudar e ter qualquer tipo de vida social. Isso está transtornando a vida da irmã de Nafas a ponto de fazê-la optar pela morte a viver reclusa e amaldiçoada pelo regime político que agora impera em seu país. E essa morte tem data marcada para acontecer, mais especificamente no dia do último eclipse do século XX.Nafas decide então a deixar a cômoda e segura situação em que vive, como refugiada política no Canadá, para retornar ao Afeganistão para tentar demover sua irmã de sua idéia e tirá-la do país rumo a uma vida melhor na América. Nafas é uma jornalista que escreve matérias sobre a difícil e triste condição de vida das mulheres do mundo árabe, oprimidas sob o manto pesado e quente das burcas em que escondem seus rostos, corpos e identidades.Depois de um período de mais de 25 dias tentando entrar no Afeganistão pelas fronteiras daquele país, Nafas tenta chegar a Kandahar tendo apenas 3 dias antes do eclipse acontecer. Para isso conta com o apoio de um helicóptero da Cruz Vermelha internacional.A primeira e aterradora visão do helicóptero em que está Nafas é um pequeno acampamento onde algumas pessoas deficientes, apoiadas em muletas por não possuírem uma das pernas, movem-se com dificuldade em direção a aeronave a esperar da mesma algum remédio para atenuar sua dor e sofrimento.Para entrar novamente no Afeganistão, Nafas finge fazer parte de uma das famílias que está retornando ao país acompanhada de um séqüito de crianças. As garotas são alertadas quanto aos riscos que irão correr em sua jornada de volta (como as minas terrestres espalhadas na rota de retorno) e também são informadas das restrições que terão em suas vidas.No caminho para Kandahar, figurando como uma das esposas de um dos migrantes, perambulando pelo deserto num pequeno veículo ao lado das crianças e esposas de seu falso marido, Nafas vai aos poucos percebendo hábitos do cotidiano empobrecido culturalmente das mulheres do Afeganistão. Esse filme é apenas um exemplo e um meio para que o resto do mundo veja o que faz o conjunto de fatores como fome, miséria e fanatismo.
Nota:10


UM HOMEM COM UMA CÂMERA (1929)
Direção: Dziga Vertov

Fugindo da narrativa comum, da filmagem encenada, da captação de imagens de atores, Vertov relaciona a aventura de um homem com sua câmera à realidade de seu mundo, à União Soviética naquele momento. Dentro dessas novidades algumas muito radicais estava o êxtase em confeccionar imagens em película Ao redor, de quebra, formulavam-se teorias para salientar a importância da experiência do cinema não só como um veículo único e exclusivo do entretenimento. Dessa forma, construía-se uma visão completamente subjetiva, sem propriamente o envolvimento do diretor com um roteiro, mas a escolha aleatória de imagens a serem registradas. É semelhante às próprias imagens desse filme o homem percorre a rua, sobe em prédios, anda em um carro, sempre mantendo a câmera de pé, tentando registrar tudo e a todos. Seu instrumento de trabalho é um olho que tudo vê sem deixar faltar nada, o filme transporta-se para cantos diferentes de uma nação de pessoas iguais, alguns trabalhadores, outros moribundos – sempre iguais na totalidade cinematográfica, salientando, mais uma vez, a aleatoriedade a favor de um homem com o poder de escolha. Entre outras coisas, criou o “cinema olho”, aplicando de forma clara sua idéia de alguém a traçar os caminhos do cineasta e seu objeto de trabalho. Difícil de definir, seja um documentário ou não,busca registrar os rumos da tecnologia, da força bruta, da velocidade das máquinas, da aventura do protagonista em demasiada distância (“o homem com uma câmera”), do nascimento e união entre as pessoas à suas separações e aos atos incorrigíveis. A câmera que ao fim cria vida e se movimenta, para ser, então, assistida pelo público posiciona-se em cima de prédios e, como um alpinista, logo após a abertura é o homem, o protagonista à distância, que a conquista. Toda a justaposição de imagens não segue, aparentemente, uma regra. Sempre em todos os quadros é o autor quem está acima das convenções comuns para reforçar essa idéia, de total contato entre o criador e as pessoas, doando pouco mais de uma hora a obra, o cinema é focalizado no inicio, voltando a apresentar, depois, tudo à altura da câmera.
Nota:9

domingo, 14 de agosto de 2011

264° ao 271°


OS EXCÊNTRICOS TENENBAUMS (2001)
Idioma: Inglês
Direção: Wes Anderson

Um filme diferente com certeza, personagens densos e alguns até bem carismáticos. O filme me surpreendeu no modo como ele é contado ele tem toda uma estética diferenciada para contar na verdade algo que estamos carecas de saber, toda a família tem problemas.O filme mostra os problemas de uma família e principalmente dos filhos que não tiveram um pai exemplar.Aqui o filme começa mostrando três crianças encarando o problema de separação dos pais e cada criança tem suas especialidades e suas dificuldades bem distintas, depois do trauma da separação percebemos que essas crianças viraram adultos e nada mudou continuam as mesmas porem com uma acentuação maior dos seus problemas de antes.O pai não as vê desde o divorcio mas agora devido a falta de dinheiro ele conta para elas que esta morrendo e quer recuperar o tempo perdido.o filme se foca na história individual de cada personagem e como eles conseguem conviver novamente juntos depois de tantos traumas e de serem tão diferentes uns dos outros.Destaque aqui para a genialidade do diretor de colocar um estética tão diferente i interessante ao contar essa história, tb gostei muito do jeito que foi colocado o amor platônico entre a irmã adotiva e o irmão que sempre a amou e que inclusive tem a parte que ele tanta se matar por casa dele e desse amor proibido ,mas que na verdade de certa forma os outros da família nem iriam ligar se eles tivessem um romance ou não.Um ótimo filme que tem a pretensão de fazer com que os espectadores se identifiquem com algum personagem em questão e faz você fazer um retrospectiva de sua vida e da conivência com seus familiares.
Nota:9




O HOMEM QUE SABIA DEMAIS (1956)
Idioma: Inglês
Direção: Alfred Hitchcock

O inicio do filme me deixou intrigada ele começa com uma orquestra e informa que no bater dos pratos a vida inteira de uma família iria mudar, no caso percebemos que o filme começa no fim, volta para o inicio e no desenrolar da historia endentemos esse enigma. Bem uma família americana vai tirar as férias em Marrocos o pai é medico e a mãe uma cantora que me pareceu que não quer mais encarar os palcos mas isso fica subentendido e um menino. Eles conhece um outro casal americano simpático em um hotel em Marrocos, porem o Dr Steward acaba descobrindo que ira acontecer em Londres um assassinato de um político importante e que ainda esse casal que parecia ser amigo deles no entanto seqüestra seu filho para que ele não recorra a policia.
Mas ele acaba tomando a atitude de sozinho investigar os assassinos impedir o assassinato e ainda salvar seu filho, no fim o tal bater dos pratos é que o assassinato deveria acontecer em um ato durante a orquestra em um teatro que quando batesse os pratos o assassino iria atirar e ninguém iria ouvir, sabendo disse o filme tem uma seqüência de suspense onde o Dr acaba então evitando o assassinato e salvando seu filho. O filme foi muito bem feito e achei toda a trama bem desenvolvida mas na verdade o foco é a família e não o incidente político de fato. Tb aqui me surpreendi com cenas em que Alfred H. se mostrou preocupado em dar uma espécie de diversão na cenas, principalmente quando o Dr vai enfrentar os supostos assassinos mas se confundi e entra em uma briga e da um close em uma cabeça de leão na parede que tem o semblante triste e no próprio final do filme onde eles voltam para o hotel com seus amigos esperando e tentam disfarçar dota a aventura, não sei realmente se gostei dessas cenas, acho que o filme ficaria melhor sem elas.mas de todo um modo geral foi um bom filme de ação.
Nota:9





MORANGOS SILVESTRES
Idioma: Sueco
Direção: Ingmar Bergman

Um filme cheio de simbolismo e que desafia o espectador a entender idéias como a morte e o medo dela.Um simpático velhinho vai ser homenageado em outra cidade e para isso ele deve fazer uma viajem na qual vai de carro em cia da sua nora, porem acabamos descobrindo que ele é um velho prepotente e que nem seu próprio filho gosta dele. O filme mostra uma espécie de fuga do personagem de sua real situação e ele percorre caminhos que o levam a refletir todos os principais acontecimentos de sua vida desde sua infância, fazemos essa viagem com ele , que mostra detalhadamente a sua vida e ele de fora agora velho a analisa cuidadosamente e reflete sobre suas atitudes e t banaliza as ações das pessoas em sua volta.Nessa viagem ele acaba conhecendo três jovens que de certa forma trás uma leveza pra a vida desse senhor e tb para o filme que em algumas vezes se torna muito denso então pula para a agilidade na fala e na graciosidade do dialogo daqueles novos amigos.Um filme muito bom e interessante, com uma história sem clímax mas que nos faz refletir sobre essa\ etapa da vida que é ser idoso.
Nota:9




A FRATERNIDADE É VERMELHA (1994)
Idioma: Francês
Direção: Krzysztof Kieslowski

Na história, a modelo Valentine estava voltando para casa quando acidentalmente atropelou uma pastora alemã, ela recolheu a cachorra que está ferida em seu carro e a levou ao endereço indicado na coleira. A cadela pertencia a um juiz aposentado Louis que tomado pela angústia existencial, passava a vida espionando as ligações telefônicas de seus vizinhos, através de um aparelho que captava ondas de rádio. O contato de Valentine com o juiz irá mudar as vidas de ambos, mas não sem antes acontecer um verdadeiro choque entre a ética pessoal de cada um e a forma com que eles encaram a vida. A vida pessoal de Valentine não está legal, o namorado que está em Londres não a dá a atenção e a importância que ela merece, o irmão mais novo está envolvido com o crime e com drogas, mas apesar de tudo, ela mantém uma visão positiva do mundo, ao contrário do juiz que não consegue mais acreditar nas pessoas e não tem mais esperanças em relação à próprio vida É curiosa a forma com que a questão da fraternidade é trabalhada no roteiro, cada um dos personagens parece explorar cada um dos aspectos que a história pretende mostrar. Valentine é idealista, ela acredita na fraternidade e nas boas ações que faz, como levar a cadela ferida para casa de seu dono. O juiz é a oposição a este idealismo, ele considera todo a boa ação egoísta, pois no mínimo quem a pratica deseja se sentir melhor consigo. Nesta visão a atitude de Valentine de socorrer a cadela teria sido motivada apenas pelo seu medo de conviver com a culpa de tê-la ferido. Ainda na visão do juiz, a fraternidade não seria em si algo completamente positivo, em algumas circunstancias ela poderia causar mais danos do que bons resultados. Numa das sequências Valentine ameaça contar para esposa de um dos vizinhos do juiz, que o marido dela tem um caso com outro homem, o que teria ficado bem claro numa ligação entre os amantes. O juiz a dissuade de fazer isso, uma vez que a notícia poderia desestruturar toda aquela família, a ação fraternal da moça é então desestimulada pelo dano que poderia causar. Na mesma situação o juiz acaba sendo fraterno ao impedí-la, mas sua atitude também é egoísta, uma vez que se deve à sua preocupação em não ser descoberto como espião de ligações.Nesta história fica clara a fragilidade das ideologias em que tantos acreditam. De alguma forma, parece mesclar a visão dos dois protagonistas numa reflexão que não traz respostas, sobre a eficácia daquilo em que acreditamos esse filme precisa ser visto e com um olhar que ultrapasse a simplicidade da história contada. Preste atenção nas sutilezas, é isso que torna esse filme o que ele é.
Nota:9




DOUTOR JIVAGO (1964)
Idioma: Inglês
Direção: Davis Lean

Na minha concepção esse filme é um épico que deveria ter uma repercussão muito maior do que tem. Um excelente filme! Lindo com sua fotografia, seus personagens seu figurino sua história, ter visto esse filme é o que me faz continuar com o blog e com o amor que tenho pelo cinema,que filme fantástico! É toda a trajetória de um médico que vive esse terror que é a revolução russa, no inicio no século xx, mostra a decadência de uma época em que ser transforma no comunismo e o sofrimento de pessoas de bem que se vêem sem nada, na miséria. Aqui ele tem duas paixões sua esposa e seus filhos e uma jovem e linda moça vitima de uma sociedade machista e que a torna faminta e com uma mãe doente pra cuidar,o filme é enorme mais de três horas então não vou poder contar aqui toda a sua magnífica historia mas dou destaques a cenas como a da viagem do trem quando eles fogem do horror da capital e tentam a sorte em um vilarejo mais afastado, a cena em que Lara tenta matar o homem que a usou, a belíssima cena da casa de campo totalmente congelada pelo rigorosa inverno russo e quando o inverno passa e todo aquele gelo se transforma em uma paisagem com belas flores.E a cena logo no inicio do filme que faz com que o nosso personagem principal tenha esse lado mais humano ate identificamos isso pq ele na verdade é um poeta que por causa desse clima de q=guerra não se desenvolve por completo, mas no inicio do filme tem uma cena que é uma passeata do povo faminto e vem os soldados a cavalo com espadas e matam praticamente todos, mulheres e crianças e o Dr Jivago tenta socorrê-los.Esse filme é item obrigatório em minha opinião pra quem gosta de cinema.
Nota:10




A ROSA PURPURA DO CAIRO (1985)
Idioma: Inglês
Direção: Woody Allen

Um divertidíssimo filme, uma comedia romântica que homenageia o cinema e tem um diferencial no roteiro que só Woody Allen conseguiria fazer.O filme começa com a rotina de uma jovem que é casada com uma homem violento que não trabalha e ela que sustenta a casa, ela é apaixonada por cinema e vai sempre que possível ver um filme e em uma das sessões que ela vai na verdade ela vai vir o mesmo filme diversas vezes o personagem principal do filme de uma hora pra outra a percebe no cinema e literalmente sai da tela e foge com ela, ela fica chocada mas ao mesmo tempo ela se apaixona por ele esse personagem confiável o bom mocinho na verdade e ele quer descobrir a liberdade da tal vida real e não a de um prisioneiro em um filme que passa inúmeras vezes a mesma coisa. Então eles vivem essa aventura juntos porem todos no cinema obviamente percebem o acontecido e ficam chocados e os personagem do filme idem e não podem continuar o filme sem ele, na verdade aqui ocorre algo inimaginável que seria levar a serio e o que aconteceria de fato se os personagens da telona varassem pessoas reais em um mundo real, o ator real vai para essa cidadezinha a procura do seu personagem fujão para convencê-lo a voltar para o filme e não sujar a reputação desse ator mas ele da mesma forma que o personagem acaba conhecendo a bela moça e se apaixonando por ela. Bem o filme tem um desenrolar bem engraçado principalmente com as atrapalhadas do bom mocinho, mas no final do filme ela vai ter que decidir entre um personagem perfeito porém irreal o ator verdadeiro de carne e osso, ela acaba escolhendo o ator humano, porem aqui ela tem uma grande decepção que pra mim foi a chave do filme e de sua moral, junto com ela me decepcionei.Aqui fica claro que não podemos confiar no real e que de certa forma a ilusão proporciona felicidade mas temos que saber diferenciar o real do imaginário.
Nota:9




A LIBERDADE É AZUL (1993)
Idioma: Francês
Direção: Krzysztof Kieslowski

Aqui conhecemos a trágica história de uma família que sofre um acidente de carro , morre o pai e a filhe pequena, deixando sobrevivente só a mãe e esposa de um grande compositor contemporâneo. Ela deve tirar forças para seguir em frente não só com sua vida mas ela decide terminar o trabalho de seu marido morto e escrever uma canção que será tocada em um grande evento por uma orquestra. Então acompanhamos todo o sofrimento dela, até a descoberta de uma amante que seu marido teve por vários anos e que inclusive esta grávida dela. Ela decide procurá-la e acaba perdoando ela e inclusive da uma casa para ela e o bebe. O filme é pura poesia ,mas na sua maioria é maçante e piegas em alguns sentidos, obviamente a cor azul é mostrada em vários aspectos , e parece que como para a personagem para mim me trousse um certo conforto ver aquela cor em determinados momentos do filme. Tirando o lado poético e a interpretação ótima da atriz que faz a personagem principal , não tenho muito o que falar desse filme, até mesmo pq ele esta entrelaçado com outros dois filmes do diretor que faz uma trilogia das cores,mas sobre esse aqui eu de um modo geral gostei mas achei um pouquinho maçante.Mas acho que isso esta diretamente ligado ao estado de espírito do espectador.Vou olhar novamente esse filme em outro momento de minha vida.
Nota:8




QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (1959)
Idioma: Inglês
Direção: Billy Wilder

Esse é um daqueles filmes que encanta pela genialidade das situações cômicas, por diálogos imprevisíveis, pela música e pelo carisma dos atores.
o filme parece ingênuo,, mas no decorrer da agilidade das cenas, revela-se uma surpresa constante, que inspirou muitas outras comédias do cinema. Sua originalidade abalou os costumes da época, fazendo com que entrasse para a categoria das grandes obras cinematográficas.Dois amigos desempregados conseguem um trabalho extra para tocar no baile de uma universidade na noite de São Valentin. Para chegar ao local, os dois conseguem um carro emprestado de um amigo. Na garagem onde está estacionado o automóvel, os dois presenciam um acerto de contas entre gângsteres da Máfia de Chicago. Ao perceber que o seu crime tinha testemunhas, Spats inicia uma frenética perseguição aos músicos. Está desencadeada a confusão da trama.Joe e Jerry decidem despistar os criminosos de uma maneira original: se vestem de mulheres. Na fuga, juntam-se às alegres meninas da banda feminina de Sweet, que embarcam em um trem a caminho da Flórida,a farsa de enganos caminharia perfeita, não fosse uma fatalidade do destino: no mesmo hotel em que se hospedam os músicos, em Miami, uma reunião de mafiosos, chefiada pelo poderoso chefão Little Bonaparte que vieram para resolver o massacre ocorrido em Chicago. Numa perseguição frenética, gângsteres e músicos enchem a grande tela.A fuga final das personagens desemboca no iate do milionário Osgood. É a hora da verdade. Se Joe não é o milionário Junior Shell, é o músico mentiroso e frágil dos enganos de Sugar, o estereótipo do amor que ela tanto recusa, mas que reflete a verdadeira luz dos seus sentimentos e jeito de amar.Mas se em Joe e Sugar os opostos se atraem de maneira irreversível, o mesmo não acontece entre Jerry e Osgood. A hora da verdade entre o casal mais divertido da história traz o final mais surpreendente de todos os filmes. No iate, em plena fuga, Osgood insiste na idéia do casamento com Daphne, que revela que ele é homem e o outro apaixonada diz: Ninguém é perfeito. Destaque aqui para a trilha sonora e para a cena de Marilyn Monroe cantando doce e sensualmente a canção “I Wanna Be Loved By You”.
Nota:10


sábado, 30 de julho de 2011

253° ao 263°


FILHOS DO DESERTO (1933)
Idioma:Inglês
Direção:William A. Seiter

É um filme de comédia da dupla classica o gordo e o magro, que na verdade vi acho que a muito tempo uma unica vez e voltei a ve-los agora nesse filme hilário.Para participarem da Convenção Anual dos "Filhos do Deserto", em Chicago, Ollie se faz passar por doente e consegue que um médico lhe prescreva uma longa viagem oceânica para o Havaí. Assim, ele e Stan dizem às esposas que farão uma viagem de navio à Honolulu para tratamento médico. De volta, ao chegarem à casa de Ollie, lêem num jornal que o navio que os teria supostamente conduzido ao Havaí, afundou. Stan entra em pânico. Quando Betty e Lottie se aproximam, eles se escondem no sótão.
As duas resolvem ir ao cinema e, lá, assistem a um jornal cinematográfico sobre a Convenção de Chicago, no qual Stan e Ollie são focalizados. Assim, elas descobrem tudo sobre a farsa.Betty diz à Lottie que Stan irá confessar. Ao voltarem do cinema, elas encontram Ollie e Stan, que lhes falam do naufrágio e de como eles foram resgatados. Stan e Betty vão para casa, que fica ao. lado. Ollie sugere à Lottie uma viagem até as montanhas, mas esta passa a arremessar pratos contra o marido.Uma vez em casa, Betty oferece um drink a Stan, ao mesmo tempo em que lhe diz que a melhor política é aquela que se baseia na honestidade.
Na cena final, Stan aparece fumando um cigarro e dizendo a Ollie: "Betty me disse que a melhor política é a honestidade."
É realmente delicioso, criativo e com gags engraçadíssimas. É difícil estimar quanto do sucesso do filme se deve a ele.No elenco, a dupla está magnífica, com ênfase para Stan Laurel, que brilha da primeira à última cena. Merecem ainda destaques, as ótimas atuações de Mae Busch, Dorothy Christy e Charley Chase.
Enfim, é um ótimo programa para quem está a fim de dar umas boas risadas e aliviar suas tensões.
Nota:9





A REGRA DO JOGO (1939)
Idioma:Francês
Direção:Jean Renoir

O filme é notório por realizar uma crítica da hierarquia social e, principalmente, à alta burguesia francesa da época. A trama gira em torno de vários representantes da classe mencionada, às voltas com, dentre outras coisas, suas relações amorosas os códigos morais e sociais que deveriam seguir, a relação com seus empregados e a presença da morte. O próprio Renoir faz um papel no filme, atuando como o otimista amigo Octave.A um grande ponto a favor é o fato de que ele demonstra como a futilidade e alguns problemas humanos não são específicos de uma classe social apenas. O roteiro é feliz ao retratar algumas situações e decisões errôneas entre os ricos e os pobres da mesma forma, mas não deixa de ser perspicaz ao mostrar que a maior das diferenças é que os ricos sofrem e erram com classe e elegância a ótima cena final, o que não deixa de ser uma síntese da sátira presente em todo o filme. A cena da caça, que ocupa um grande tempo, é uma demonstração perfeita da ignorância criticada acidamente, ao mostrar seus personagens matarem cruelmente um bando de animais por simples entretenimento. Apesar de filmada de forma simples, é uma cena mais forte do que muitas que o cinema atual consegue nos mostrar.Como obra cinematográfica o grande destaque d é sem dúvida seus ótimos diálogos e também algumas ótimas cenas, como o show teatral na casa de campo.Outras vezes, porém, somos apresentados a cenas quase tolas, inocentes, ou mesmo exageradas. Ainda assim, quando há muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, Renoir se vira muito bem ao mostrá-las com energia e planos bem elaborados.Falando nisso, possui muitos personagens, o que origina um grande número de situações diversas e, consequentemente às vezes ficando incompletas. O excesso dessas situações e de outras intrigas, porém, não atrapalha o desenvolvimento dos personagens, pelo menos dos principais, mas há aqueles que nos são apresentados e são simplesmente esquecidos logo em seguida (por isso a palavra “incompletas” foi utilizada acima). Infelizmente, o filme não escapa de um ritmo lento porque insiste em uma grande quantidade de diálogos. Afinal, em meio a tantos textos inspirados, sempre há espaço para alguns desnecessários ou excessivamente longos cito como principal ponto negativo do filme o fato de as mulheres serem endeusadas e protegidas ao extremo. Pois enquanto os problemas dos personagens advêm principalmente da falta de decisão delas e da infidelidade originada por elas, são os homens quem sempre pagam por isso, muitas vezes com suas vidas ou, no mínimo, com sua infelicidade. Não acredito que tenha ocorrido um desenvolvimento proposital desse tipo de situação por parte do roteiro, mas é o que acaba acontecendo.
Nota:8



NINOTCHKA (1939)
Idioma:Inglês
Direção: Ernst Lubitsch

É uma excelente comédia romântica que procura satirizar o sistema político comunista da União Soviética.Os diálogos são inteligentes e a direção é consistentemente boa. A química entre Melvyn Douglas, que apresenta uma grande atuação, e Greta Garbo, maravilhosa como sempre, é simplesmente perfeita.A confrontação entre os sistemas capitalista e socialista é exagerada e caricaturada, mas provoca muitas risadas.Três emissários soviéticos, Buljanoff, Iranoff e Kopalski, chegam à Paris com a missão de venderem uma grande quantidade de jóias confiscadas pela revolução bolchevique e que, no passado pertenceram à Grand Duquesa Swana. Ao entrarem no luxuoso Hotel Clarence, Buljanoff diz que seria melhor se eles fossem para o Terminus, um hotel barato onde o governo soviético havia feito as reservas em nome deles. O problema é que só a Royal Suite do Clarence tem um cofre capaz de abrigar todas as jóias.
Um garçom exilado, Conde Alexis Rakonin, ouve o telefonema que Iranoff dá para o joalheiro Mercier a respeito da venda das jóias. Ato contínuo, ele corre até a luxuosa mansão da Duquesa Swana, a fim de lhe contar sobre a missão dos soviéticos. Lá, encontra-se o Conde Leon D'Algout, amante da duquesa, discutindo sobre a possibilidade dela vender suas 'memórias' para a Gazette Parisienne.
No hotel, Mercier examina as jóias e faz uma proposta de compra muito baixa, a qual não é aceita pelos soviéticos. Leon entra na Royal Suite sob o pretexto de falar com Mercier. Ao ver as jóias, decide fazer o possível para que elas não sejam vendidas. Assim, convida os russos para uma noitada parisiense com a intenção de seduzi-los com os prazeres oferecidos pelo capitalismo. Em pouco tempo, corrompidos pela bebida, música e dança, eles concordam que Leon envie um telegrama ao Comissário Razinin, em Moscou. Pouco depois, chega a resposta de Razinin informando a chegada imediata à Paris de uma pessoa para substituir os três russos pela demora em vender as jóias.Para surpresa de todos, a pessoa enviada por Moscou é uma mulher, Nina Ivanovna Yakushova, mais conhecida por Ninotchka. Ao chegar ao hotel, ela critica seus camaradas pelo custo das acomodações.
Ao conhecê-la, Leon decide jogar todo o seu charme para seduzi-la. Inicialmente, ela se mostra uma mulher fria, nada romântica. Ele a acompanha numa visita aos pontos turísticos da cidade, como os Grands Boulevards, o Arco do Triunfo, a Ópera, a Torre Eiffel, Montmartre, entre outros. Ao voltarem, Leon consegue levá-la até seu apartamento numa tentativa de transformar sua rigidez soviética. Depois de um longo monólogo sobre a paixão, o amor e o desejo, ele termina beijando-a, no que é por ela retribuído. Entretanto, ao descobrir que ele é seu adversário no negócio das jóias, ela lhe diz que seu relacionamento deve acabar por ali. De volta ao Hotel Clarence, ela se olha longamente num espelho e se dá conta de que se acha fascinada pela última moda parisiense e menos interessada nas jóias da Duquesa.
No apartamento de Leon, a campainha toca e ele abre a porta. Para sua surpresa, uma tímida Ninotchka entra portando um novo chapéu e um lindo vestido. Os dois terminam declarando seu mútuo amor e resolvem festejar em um clube noturno. Ao saírem de lá, vão até a Royal Suite onde ela se acha hospedada, carregando mais uma garrafa de champagne.Ela se torna sua amante, apaixonada pela primeira vez. Ninotchka e Leon abrem o cofre e admiram as jóias da Duquesa. Leon coloca um lindo diadema na cabeça dela, que adormece em seus braços. Às 11:45 horas da manhã seguinte, Ninotchka é acordada quando a Duquesa invade sua Suite. Ao se levantar, descobre que o cofre se acha aberto e que as jóias desapareceram.A seguir, ela toma conhecimento de que Rakonin havia roubado as jóias, entregando-as à Duquesa. Esta propõe desistir das jóias se Ninotchka pegar o primeiro avião para Moscou sem se despedir de Leon. Ao perceber que não tem outra escolha, ela aceita a oferta da Duquesa, desistindo de Leon para o bem de seu País.Quando Leon toma conhecimento da partida de Ninotchka, através da Duquesa, tenta obter um visa para viajar para Moscou, mas não o consegue. Ele lhe envia uma carta mas, ao abri-la, ela verifica que o texto fora censurado.Ao procurar o Comissário Razinin para lhe entregar uma pasta com seu relatório sobre estudos econômicos para os próximos quatro meses, este lhe diz que pretende enviá-la à Constantinopla para verificar os motivos pelos quais os camaradas Buljanoff, Iranoff e Kopalski ainda não conseguiram realizar uma missão que lhe fora confiada.
Ao chegar ao aeroporto de Constantinopla, ela é recebida pelos três russos e, em seguida, levada para o luxuoso hotel onde eles se acham hospedados. Lá, toma conhecimento que os camaradas não pretendem voltar para a União Soviética, já que se tornaram proprietários de um restaurante que serve comida russa. Buljanoff aponta para a varanda, onde ela vê Leon aguardando-a com um sorriso. Foi ele que arranjou para que ela saísse da Rússia, já que não conseguira o visa para viajar para lá.
Finalmente, ele a convence a não voltar para Moscou e a se tornar sua esposa.
Nota:9




GUNGA DIN (1939)
Idioma:Inglês
Direção:George Stevens

O filme é marcado por cenas de bravura e heroísmo, procura exaltar a honra de servir à Sua Majestade, o Império Britânico. Aspectos políticos à parte, tem tudo para agradar a quem o assiste: uma boa história, um ótimo roteiro, a direção e carisma.
Algumas cenas são memoráveis como, por exemplo, as do elefante sobre a ponte e de Gunga Din, ferido, tocando sua corneta para alertar as tropas britânicas.
Há ainda a ressaltar as magníficas interpretações de Cary Grant, Douglas Fairbanks Jr., Victor McLaglen, Sam Jaffe e Eduardo Ciannelli. Na Índia do século XIX, os fios do Telégrafo são cortados por nativos em revolta contra os britânicos. O coronel Weed ordena que os sargentos Archibald Cutter, MacChesney e Thomas Ballantine façam os reparos necessários.Eles chegam a um Posto Avançado onde todos foram mortos pelos nativos.Um atirador inicia uma batalha e a cavalaria ataca. Ballantine joga uma banana de dinamite para Cutter arremessar. Os três escapam pulando de um muro num rio e voltam.
Ballantine demite-se para se casar com Emmy Stebbins. Bertie Higginbotham se prepara para substituir Ballantine, mas leva uma surra de Cutter e MacChesney e termina no hospital. Assim, Ballantine é obrigado a se juntar aos amigos.
Cutter bebe e sugere a MacChesney que eles poderiam apanhar o ouro de um templo. Mas MacChesney o nocauteia e o prende. Gunga Din, um carregador de água que se tornara amigo de Cutter, usa um elefante para soltar o amigo e os dois fogem. Depois de cruzarem uma ponte para pedestres, eles encontram o templo.
Eles observam o ritual dos nativos. Cutter estrangula um dos nativos e pede a Gunga Din para ir buscar ajuda. Cutter termina sendo preso e torturado. Gunga Din reporta que Cutter foi capturado. Os amigos chegam e são trancados no local onde se acha Cutter. MacChesney é chicoteado.
As tropas britânicas aproximam-se do local sem imaginarem que estão marchando em direção a uma armadilha. Os amigos lutam. Cutter é baleado, MacChesney é dominado, Ballantine é capturado e Gunga Din é ferido por uma baioneta, mas, para alertar as tropas britânicas, ele consegue tocar sua corneta até ser mortalmente ferido. Cutter atira num homem que estava a ponto de degolar MacChesney e Ballantine.
O coronel Weed organiza seus homens para um ataque ao templo e, face à presença de canhões, os nativos se rendem. Os sargentos são, então, resgatados e a Gunga Din são dadas todas as honras devidas a um herói.
Nota:9





TRÁGICO AMANHECER (1939)
Idioma:Francês
Direção:Marcel Carné

Esta obra pode não ser tão conhecida ou apreciada hoje em dia mas é aí que devemos pensar na questão dos paradigmas, para reconhecermos o devido valor dessa obra-prima. Pode estar “ultrapassada” a estética, temática ou mensagem de um filme qualquer, mas, se o diretor conseguiu atingir satisfatoriamente os princípios estéticos buscados, o filme há de merecer grande crédito e colocado dentre os “mais-mais” de todos os tempos o filme narra a história do proletário François que acaba de assassinar um homem em seu apartamento, permanecendo entocado lá por toda a madrugada, enquanto a polícia e toda a população dos arredores tentam fazê-lo descer – por bem ou por mal. Em flashbacks que vão se conectando a momentos dramáticos do cerco a François, este vai se lembrando de como “tudo começou”: incluindo quem era o homem morto e por que ele acabou morto. A última imagem do filme é um dos momentos singulares mais poéticos, cruel, irônica e simbolicamente poéticos: o relógio despertando, de manhã, para um homem morto.
Trata-se de um filme rico em poesia e na maravilhosa fotografia em preto-e-branco.
Nota:9




A MULHER FAZ O HOMEM (1939)
Idioma:Inglês
Direção:Frank Capra

A morte de um dos senadores dos Estados Unidos provoca uma corrida inflamada pela indicação de seu substituto, que está a cargo do governador do Estado de Montana, Hubert Hopper. Marionete do influente industrial Jim Taylor, assim como muitos dos senadores a serviço do país, o governador fica indeciso sobre quem colocar no cargo, mas acaba cedendo à sugestão de seus filhos e indica para a posição o chefe dos escoteiros em Jackson City, Jefferson Smith. A escolha é apoiada também por seus pares corruptos, incluindo o proeminente senador Joseph Paine, que transforma o novo congressista em seu protegido.Sua falta de experiência faz com que Smith não seja levado a sério por seus pares nem por Clarissa Saunders, uma funcionária do Congresso designada para secretariá-lo. Ao tentar se inteirar do teor de alguns projetos, recebe de Paine o conselho de não perder tempo com os mesmos, já que todos foram elaborados por equipes de especialistas altamente qualificados. O velho senador sugere que ele procure escrever algum projeto que venha a beneficiar o Estado deles. Com isso, Paine pretende mantê-lo afastado do esquema de corrupção com o qual se acha comprometido.
Smith resolve, então, desenvolver um projeto para criação de um acampamento para jovens, o qual não só deverá abrigar garotos de Montana, como de outras regiões do País. Ao ouvi-lo falar do mesmo com tanto entusiasmo, Clarissa fica encantada com os sentimentos puros do novo senador, mudando radicalmente sua opinião sobre ele e passando a dar todo o suporte de que ele necessita para levar a cabo sua tarefa.
Concluído o trabalho, ele o apresenta numa das sessões do Senado. Durante sua fala, Smith explica que o acampamento proposto deverá ser levantado nas adjacências de um afluente do rio Willet Creek, em Terry Canyon. Ao ouvi-lo, Paine se retira e aciona um esquema para mantê-lo afastado do Congresso, no dia seguinte, quando deverá ser votada a liberação de verbas para a represa Willet.O poderoso Jim Taylor chega à Washington com material falsificado para desqualificar o jovem senador, caso o mesmo não se dobre ao seu esquema de corrupção. Ao tomar conhecimento do que está sendo montado contra Smith, Clarissa lhe mostra uma cópia do projeto de Paine que visa beneficiar Jim Taylor em troca de altas propinas.Não se dobrando às exigências dos dois corruptos, Smith comparece à sessão que deve liberar US$ 5 milhões para desapropriação, desvio e represamento das águas de Willet Creek. Sabendo que ele pretende denunciar o esquema de propinas, Payne se adianta e, aproveitando-se das falsas provas trazidas por Taylor, requer a imediata abertura de um processo de cassação do mandato de Smith por quebra do decoro parlamentar.Diante de tanto jogo sujo, o jovem senador decide largar tudo e voltar para Jackson City, mas é impedido por Clarissa que, a essa altura, encontra-se por ele apaixonada e decidida a ajudá-lo a desmascarar o sistema de corrupção existente no Congresso.Dominando o regulamento que rege o funcionamento do Senado, Clarissa instrui Smith sobre como agir e recorrer a determinados artigos que lhe garantirão o direito de falar por quanto tempo julgar necessário. Assim, por diversas horas, ele expõe a situação de seu Estado, que precisa se livrar de uma quadrilha de sanguessugas, que controla a máquina política através de propinas pagas a congressistas. No caso da represa Willet, por exemplo, o Sr. Taylor quer vê-la construída para seu proveito próprio.
Ao final de sua fala, ele encara Paine, a quem lembra que ele e seu pai sempre o admiraram por ser o senador um defensor das causas perdidas, aquelas pelas quais vale a pena lutar e até mesmo morrer, como no caso de um antigo conhecido dos dois. Exausto, Smith desmaia a seguir.
Essas últimas colocações do jovem senador batem fundo em Paine que, não suportando as tensões decorrentes, explode aos gritos dizendo que ele é quem deve ser cassado, pois tudo o que Smith falou é verdade!
A trama mostra uma clássica luta entre o bem e o mal.Se há uma clara mensagem que pretende passar é a de que, por pior que seja a adversidade, nunca se deve perder a esperança, e o interessante é que o filme mostra isso sem ser cliche.
Nota:9




O ÚLTIMO CHÁ DO GENERAL YEN (1933)
Idioma:Inglês
Direção;Frank Capra

Em meio à guerra civil chinesa, Megan Davis uma missionária norte-americana, viajou a Xangai para se casar com seu amigo de infância. Separados durante um ataque, Megan é levada como prisioneira pelo comandante militar local, General Yen, intrigado por sua inocência e força, a leva para seu palácio de verão. Megan, a princípio, sente repulsa pelo comportamento bárbaro do seu capturador, mas logo percebe que por trás da crueldade de Yen existe a alma de um poeta e filósofo. E conforme a guerra explode ainda mais ao redor deles, estes dois estranhos acabam envolvidos em uma perigosa teia de desejo, traição e amor impossível.É um filme muito ousado, extremamente à frente de seu tempo. Afinal, ele tem mulher em roupas íntimas, coxas de fora, e, sobretudo, um caso de amor fora do casamento,uma das proibições mais fortes da censura , algo que Hollywood só viria a admitir muitas, muitas décadas mais tarde – e ainda por cima um caso de amor chegado a um sadomasoquismo.
O caso de amor é que me pareceu, em si mesmo, o mais estranho e improvável – talvez por ser chocante e estranho ao universo de Capra. Fiquei me perguntando: Por que raios Megan Davis, uma jovem americana noiva de um missionário religioso na China, iria se apaixonar pelo senhor da guerra chinês, um assassino cruel, que a mantém prisioneira?Humm só se for algum tipo de sado que o diretor colocou sublinarmente,mas esse papo continuamos em outra hora e aqui tenho que me ater aos fatos, de fato é um bom filme e valhe a pena ser visto.
Nota:8




KING KONG (1933)
Idioma:Inglês
Direção:Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack

Entre todos os filmes de monstros gigantes que o cinema já produziu, King Kong é o principal deles.O filme arrecadou 90 mil dólares no final de semana de estréia nos Estados Unidos, um novo recorde para a época, e transformou-se logo em um clássico. Hoje, Kong é um dos principais ícones do cinema de todos os tempos, e já serviu de inspiração para centenas de outros diretores ao longo dos anos.A pouco tempo inclusive com um dos meu atores preferidos, Jack Black.
A história é simples: Carl Denham, um diretor de cinema com mania de grandeza, consegue um mapa de uma ilha misteriosa,Ilha da Caveira. Lá, dizem os rumores, reside um monstro enorme e abominável, então Denham decide filmar o filme de sua vida naquele lugar. Para isso, parte em expedição num navio com sua equipe de filmagem e a atriz que será a mocinha do filme, Ann. Chegando lá eles encontram um mundo totalmente estranho, além da existência do macaco gigante: uma tribo indígena que realiza rituais de oferendas humanas a Kong e animais pré-históricos ainda vivos
O problema é que Ann é seqüestrada por Kong ela seria a oferenda de um dos rituais, e agora a equipe deve penetrar no coração da ilha para tentar resgatá-la, tendo de encarar todos os perigos que ela oferece. A cena mais famosa do filme Kong no topo do Empire State Building acontece apenas perto do seu final, como todas as cenas de Nova York, ou seja, a grande maioria do filme passa na floresta mesmo. King Kong é na realidade uma grande diversão, um filme-pipoca dos mais clássicos, que está recheado de cenas inesquecíveis: a chegada à ilha, com seu imenso portal que separa a tribo indígena do resto da floresta a primeira aparição do macaco,a luta entre Kong e o dinossauro e, claro, toda a seqüência de Kong em Nova York, com Ann, sua amada em suas mãos.Tecnicamente, King Kong é um filme intrigante.
Não há muito mais o que se analisar em um filme como este. A não ser que você tente encontrar algum significado profundo ou existencialista em um filme B de monstros, que é o que ele é. Só que ele é o pioneiro, o inesquecível, o que é reconhecido por milhões de pessoas ao redor do mundo, mesmo que estas pessoas não tenham visto o filme. Hoje em dia vale como uma curiosidade, não é incrivelmente divertido nem excitante como certamente foi há mais de 70 anos, mas ainda vale como um passatempo de qualidade, com personagens caricatos e interessantes. Temos uma bela mocinha e um grande vilão (em todos os sentidos), o que mais se pode querer para uma tarde chuvosa de sábado?
Nota:9



FARGO (1996)
Idioma:Inglês
Direção:Joel Coen e Ethan Coen

O filme, que se diz baseado em factos verídicos, passa-se em 1987 no Minnesota e conta a história de um vendedor de carros chamado Jerry Lundegaar que precisa de dinheiro o mais rápido possível, para poder investir num novo negócio, para assim evitar a falência.Dado que a única pessoa rica que ele conhece, que lhe podia arranjar o dinheiro é o seu sogro e este não lho dá, ele arranja um esquema para raptar a sua esposa, contratando dois larápios, Showalter e Grimsrud.Mais tarde iria dar uma certa quantia do resgate que o sogro pagaria aos raptores e ficar com o resto para o tal negócio. Tudo parecia simples até que tudo dá errado, o que leva a que os cadáveres se comecem a acumular o que faz com a chefe de polícia Marge Gunderson se ponha em perseguição dos criminosos.Os irmãos Coen trazem-nos mais um excelente filme, que embora não seja o melhor filme deles é uma excelente fita e um dos mais aclamados dos Coen.O seu argumento é hilariante e que realmente ajudam no desenvolvimento da história. Mas não é só Frances McDormand que brilha, mas sim todo um elenco composto por atores bastante subvalorizados por Hollywood. William H. Macy esteve perfeito no papel de um homem desesperado que está disposto a arriscar tudo num plano que tem tudo para dar errado. E mais uma vez, Steve Buscemi é genial, como um dos desajeitados raptores adoro esse ator por mais que ele nunca faça o personagem principal ele sempre tem um jeito peculiar de roubar totalmente as cenas! adoro de mais ele.Como sempre os Coen fizeram um excelente trabalho na realização, onde fizeram um excelente uso das paisagens que percorrem sempre de forma única o filme.Mais uma vez os Coen provam serem bastante dinâmicos e no fundo geniais.Adorei o fato de colocarem a policial grávida e de quando o marido liga para falar com o sogro sobre o sequestro da filha ele traina antes e quando de fato ocorre a ligação ele pede por favor na linha, como se fosse uma ligação trivial.
Nota:9





RAINHA CHRISTINA (1933)
Idioma:Inglês
Direção:Rouben Mamoulian

O filme é muito bem conduzido pelo Rouben Mamoulian, um diretor pouco lembrado hoje mas que foi dos mais talentosos, e que brilhou na década de 30, principalmente. Ele conseguiu criar imagens de rara beleza e de difícil confecção, saltando aos olhos a cena de abdicação do trono, a cena final e, principalmente, a belíssima cena em que Greta Garbo memoriza o quarto, de três minutos de duração, sem diálogos, só com ela percorrendo o quarto e contemplando tudo nele. Uma cena marcante e romântica em alto estilo.O resto do elenco não passa nem perto de ter o mesmo carisma da Garbo, mas se sustenta bem. Laurence Olivier estava escalado para ser o par romântico de Garbo, mas ele foi dispensado já no começo das gravações por não haver nenhuma química entre eles, o que foi traumático para o grande ator inglês, que se afastou um pouco do cinema por causa disso felizmente retornando depois. Isso é compreensível, já que realmente ele era novo demais para contracenar com a Greta Garbo. Felizmente Garbo então fez um lobby para que chamassem John Gilbert, seu parceiro de tantos filmes, que estava no ostracismo por ter brigado com Louis B. Mayer, chefão da MGM. "Rainha Cristina" é uma prova de que não havia nenhum problema com a voz dele, um mito criado por Mayer no intuito de destruir sua carreira. Lamentavelmente este filme chegou tarde demais para reabilitar a carreira do John Gilbert, mas ele pelo menos foi a escolha acertada para o papel, já que química com a Garbo ele tinha de sobra.
Este filme é quase um hino à liberdade pessoal, contra as amarras da sociedade. Greta Garbo inclusive reclama que está "cansada de ser um símbolo", querendo ser uma pessoa comum, o que certamente encontrava repercussão também na sua vida de estrela mundial, cansada dos holofotes, logo ela que sempre foi reclusa. A ambiguidade inclusive sexual de Greta Garbo é perfeita para encarnar a monarca do filme, também notoriamente lésbica. Não atrapalha em nada também o fato de Greta Garbo também ser sueca, evidentemente. É claro que, por ser um filme da década de 30, romancearam toda a história da rainha sueca, mas relevando-se isso o filme funciona muito bem. Tem alguns defeitos, algumas cenas envelheceram, mas o saldo geral é muito positivo, é um filme marcante, possivelmente o melhor de Greta Garbo. Se o filme precisava muito de uma atriz como ela, a estrela sueca também precisava de um filme, e um papel, como esse, que lhe possibilitasse brilhar como nunca. Em sua carreira brilhante, mas curiosamente composta de poucos grandes filmes, "Rainha Cristina" mantém-se como um clássico e como uma prova da grande atriz cartismática que foi Greta Garbo. Uma simples constatação disso é possível de se ver na cena final: A pedido de Rouben Mamoulian, há um close de Garbo em que ela ficou o tempo todo pensando em nada, com o rosto impassível, lívido. O plano dura quase um minuto, e é muito significante, lemos toda a emoção da personagem naquele semblante. Greta Garbo fazendo nada é mais eloquente que muitas atrizes se esforçando ao máximo.
Nota:9





RUA 42 (1933)
Idioma:Inglês
Direção:Lloyd Bacon

O filme retrata o trabalho duro de toda uma equipe envolvida em um espetáculo musical, enfatizando como era duro conseguir um emprego e fazer dinheiro em uma época de depressão econômica, como também conta a história de uma iniciante que em poucas horas se torna uma estrela do show business.
O enredo mostra interessantes arquetipos como: o estressado e indisposto diretor sempre gritando com a sua companhia, a corista inocente lançada ao estrelato, o incrível e apaixonado tenor, o assediado coreógrafo, a estrela temperamental envolvida em romance clandestine com o “vaudevillian” sedutor , o produtor em apuros financeiros, as apimentadas dançarinas.Diretor Julian Marsh e produtor Abner Dillon anunciam que vão produzir um show na Broadway, no teatro da Rua 42, Nova Iorque.A comédia musical “Pretty Lady” começa a ser montada. Peggy Sawyer, recentemente chegada na Big Apple, consegue um trabalho para a coreografia do musical “Pretty Lady”. A estrela principal do show Dorothy Brock quebra o tornozelo na noite em que antecede a abertura do show.Então, a novata Peggy, indicada por membro do elenco, é colocada para estrelar o espetáculo por sua habilidade em cantar e dançar. Para isso, em poucas horas, ela passa por um intenso treinamento que a leva à exaustão. Toda a companhia está apostando em seu talento, o stresse da moça ainda é maior, porque o sucesso do show depende da sua performance. Bravamente a jovem estréia e é um enorme sucesso.O elenco é notável. Vale a pena conferir as inesquecíveis coreografias de Busby Berkeley aos som das canções “Shuffle off to Buffalo”, Young and Health” e 42nd Street”.
Nota:9

sexta-feira, 22 de julho de 2011

248° ao 252°


CORTINA DE FUMAÇA (1995)
Idioma: Inglês
Direção:Wayne Wang, Paul Auster


No filme , o acaso, registrado pelas lentes do personagem Auggie Wren, dono de tabacaria, é peça-chave na trama. Ao registrar com sua maquina fotográfica, todos os dias, no mesmo horário, uma esquina, em Nova York, Auggie torna o compromisso com este instante, um projeto de vida. Ao final, reúne mais de quatro mil fotografias do mesmo lugar, em dias seguidos, com o mesmo enquadramento e a mesma distância. E orgulha-se ao dizer “afinal é a minha esquina, uma pequena parte do mundo e as coisas acontecem ali como em qualquer outro lugar”. Vale a pena ver por ter uma moral de valores muito forte em seus personagens.Há uma relação de personagens muito parecida com a do filme Zorba o Grego, entre o escritor que não vive e o personagem vivo que não expressa sua arte. No entanto, aqui, Auggie, o dono da Tabacaria, acaba sendo mais profundo em sua obra de vida do que o escritor Paul, cliente assíduo da tabacaria. Na melhor sequência do filme, Auggie mostra os álbuns de fotos que tem tirado há muitos anos.Paul olha com interesse, mas com certa inquietação por não compreender as razões daquelas fotos, uma por dia, todos os dias, na esquina da tabacaria.Em outro momento, quando Paul precisa de um conto de natal, recorre a Auggie. Claro, diz ele, conheço toneladas delas. E é necessário dizer que o Harvey Keitel é outro ator muito bom. Apenas em plano ouvimos a história com a atenção de quem está na mesa e quer participar da conversa.Esses dois momentos valem o filme. De resto, como sempre, o interesse cultural de ver uma visão de Nova Iorque mais de submundo.
Nota:8





AS COISAS SIMPLES DA VIDA(2000)
Idioma: Japonês
Direção:Edward Yang


NJ Jian mora com sua esposa, seus dois filhos e a sogra já idosa, formando uma típica família de classe média. NJ é sócio de uma bem-sucedida empresa de computação, mas, se não buscar novos rumos, em breve irá à falência. Para tanto, ele busca fazer uma parceria com Ota, um inovador designer de jogos de computação no Japão, que pode dar o novo toque que sua empresa precisa. Mas as coisas começam a dar errado para os Jian quando a integrante mais velha da família sofre um derrame e entra num coma o qual poderá nunca mais acordar. Neste meio termo, NJ ainda reencontra Sherry, seu primeiro amor de infância, que reaparece em sua vida, agora casada com um americano. Já vimos muitos filmes naufragarem na tentativa de ser filosóficos e encomendar aos seus personagens uma série de reflexões sobre o tempo e o mundo em que vivemos. Aqui felizmente não se repete: tudo que é dito e muitas vezes são verbalizações das idéias centrais do filme. Edward Yang filmou a nuca de Taipei, filmou a parte da vida que não é possível ver senão através da objetiva de uma câmera que alguém posicionou de maneira amigável. Não há nada mais simpático e solidário no filme do que o gesto de Yang-Yang de fotografar a nuca das pessoas, para que elas possam ver uma parte do próprio corpo que a visão não alcança. Retrato do cineasta enquanto criança, Yang-Yang é quem dá as cartas no fim das contas, respondendo positiva e indiretamente a uma pergunta de Ting-Ting “se o cinema nos atrai justamente porque é tão parecido com a vida, não seria melhor não ir ao cinema e continuar vivendo?”. O que encerra o filme é a fala dessa criança diante da avó recém-falecida, com a profunda sabedoria que resulta de seu olhar quase literal sobre as coisas do tipo: “só olhamos para frente, só podemos saber as coisas pela metade”. não é uma lição de vida, mas uma lição sobre a vida, uma obra que se soma à vida para compor um novo substrato. Por isso soa falso pensar que o verdadeiro fato é a vida encenada, imaginada, ou mesmo sonhada. O pressuposto de Yang é seqüestrar a vida para depois enviá-la de volta com alterações sutis. Ele quer filmar o que ainda não vimos por uma simples condição natural nada de condenável nem de reprovável nessa cegueira parcial, apenas um dado da espécie. Quando Ting-Ting fecha os olhos, com o rosto deitado no colo da avó, vê um mundo que lhe parece ainda melhor que antes: o otimismo de um sonho de quem está acordado. Talvez seja um efeito semelhante o que se busca ao mostrar, lá para o meio do filme, aquele discreto plano de céu azul entre uma seqüência e outra. Quantas vezes lembramos de olhar para o céu assim tão detidamente?
Nota:9



OS DESAJUSTADOS (1961)
Idioma: Inglês
Direção:John Huston


A história se passa em Reno, uma pequena cidade de Nevada. Gay Langland é um caubói veterano que vive da captura de mustangs.Os passos de Gay se cruzam com os de Roslyn Tabor uma divorciada confusa e instável. Ele é um homem livre. No entanto, como os mustangues, é um espécime ameaçado. Agarra-se como pode aos ideais daqueles de sua estirpe. Seu inimigo é o avanço da dita civilização: a urbanização, a industrialização e as modernas relações de trabalho.Para Gay, o inferno é o trabalho assalariado. Seu amigo Pierce Howland outro caubói, abandonou a propriedade da família depois que seu padrasto o ofendeu com a oferta de um emprego remunerado. Em diversas cenas, Guido outro parceiro de Langland, o relembra da ameaça perene: tornar-se um mísero empregado.A cena final mostra Gay e Roslyn na cabine de um caminhão, viajando à noite pelo deserto.Roslyn pergunta a Gay como ele consegue se orientar no escuro. O caubói responde indicando uma estrela e revelando que basta guiar-se por seu brilho, que os levará para casa.Uma curiosidade que fiquei sabendo desse filme e que destaco aqui é que em Os Desajustados foi o último filme de Marilyn Monroe (sem contar seu projeto seguinte inacabado) e de Clark Gable antes de suas mortes. A de Marilyn, como sabemos, ainda é misteriosa. Já Gable morreu de ataque de coração dois dias após o término das filmagens. O veterano ator foi submetido, durante a realização do filme, a várias cenas cansativas (entre elas, a bela seqüência do aprisionamento dos mustangs).
Nota:9




CURVA DO DESTINO
Idioma: Inglês
Direção:Edgar Ulmer

Esse filme é um Noir. Sabemos que os filmes do estilo noir são, no geral, tramas cheias de reviravoltas, mocinhos, bandidos, o mundo ingrato do submundo levado aos extremos. Curva do Destino seguiria o mesmo caminho, se não fosse por um pequeno diferencial. A estória começa com Al Roberts, pianista de clubes noturnos americanos que para em um bar e, enquanto bebe, acaba se sentindo incomodado devido a uma música que tocam. Demonstrando um caráter extremamente desagradável dentro do ambiente causando estranhamento nas pessoas do local. Nesse momento ocorre uma seqüência em Flashback que irá no contar a história desse homem.O que poderia ser mostrado como um assassino, ou um fugitivo suspeito, dá lugar a um homem que vive da noite, porém solitário, idealista por excelência pretende se casar com uma moça a mesma tem o sonho de ser cantora em Hollywood. Passado um tempo na trama vemos que o mundo de Al Roberts se desmorona, sua namorada consegue ir para Hollywood. Sem ação, Al Roberts começa cair em desgraça, entregue a bebida passa seu tempo vagando pelas ruas. Ele resolve apostar todas as fichas em sua amada, e resolve ir até Hollywood em busca dela. No caminho encontra um homem que conta sobre sua vida, este estranho homem morre acidentalmente e ele então assume sua identidade.Começa aí uma longa e contínua seqüência de eventos catastróficos na vida do personagem principal. Edgar Ulmer mostra que é possível fazer bom cinema com muito pouco e, acima de tudo nos ensina a ser inventivo. Uma trama pretensiosa e perfeita, precisa em seus argumentos. Nos passa por meio de belas imagens um estudo preciso de como era a vida dos marginais nos E.U.A.
Nota:8



SABOTAGEM (1942)
Idioma: Inglês
Direção:Alfred Hitchcock

Um filme que é um dos meus favoritos de Hitchcock. Raras vezes, ele conseguiu conciliar momentos de humor e de suspense, chegando ao ponto de os oferecer, pasme-se, em simultâneo.Os EUA encontram-se num hipotético esforço de guerra e Barry Kane é um dos operário de uma fábrica de aviões. Após um encontro casual com um tal de Frank Fry , Kane e um seu amigo acorrem a um incêndio que deflagrara nas instalações. O amigo morre e Kane surge como principal suspeito do acto de sabotagem da fábrica. Ao saber disto põe-se em fuga, dirigindo-se à morada que ele tinha visto num envelope de Fry, de quem Kane já acredita ser o sabotador. Uma vez aí constata que existe uma enorme conspiração, envolvendo pessoas da alta sociedade norte-americana. Novamente em fuga, acaba por conquistar a ajuda de Pat uma modelo com a cara espalhada em outdoors por todo o país. Com a ajuda de um circo em viagem, chegam ao destino onde Fry havia comunicado que estaria, mas não o encontram. Kane opta por fazer-se passar pelo sabotador e entra na organização, acabando por ser descoberto em Nova Iorque, para onde Pat, raptada, havia sido levada. Após mais um atentado perpetrado por Fry, Kane persegue-o até à Estátua da Liberdade, onde a trama tem o seu desenlace.O tema central de “Sabotagem é um tema clássico em Hitchcok: o do falso culpado. Kane é acusado de ser o sabotador e tudo tenta para que a verdade apareça. É claro que só ele e os espectadores é que sabem da sua inocência, pelo que, com esta simples artimanha narrativa, o realizador coloca-nos ao lado da personagem principal. E é aí que permanecemos até ao fim, numa perspectiva subjectiva quem é e onde está o sabotador e não objectiva (o que é que vai ser sabotado). Um qualquer dicionário explicará que se trata de danificar, voluntariamente, instrumentos, máquinas, oficinas, ou equipamentos, com vista a determinado fim. E, na verdade, é isso que Fry faz e que Kane é acusado de fazer. Mas Hitchcock, genialmente, brinca com o conceito de sabotagem. Quando Kane, cercado, resolve estragar a festa da alta-sociedade, não a está a sabotar? E quando resolve pôr um fósforo junto ao detector de incêndios, isso não é um acto de sabotagem, se bem com boas intenções? Mas, o golpe de génio, a ironia sublime, acontece no circo ambulante, quando Kane e a companheira se refugiam num vagão, que se revela ser o dos horrores: a mulher com barba, o anão, o homem-esqueleto, as gémeas siameses, a mulher-gorda. Estes seres humanos, deformados, tiveram, ou não, a sua genética sabotada, para serem como são?Mas a ironia, vai ainda mais longe. Sempre que está em fuga, Kane cruza-se com outdoors onde Pat anuncia um produto. Só que a frase publicitária tem sempre um nexo com o que está a decorrer no filme. Outro momento semelhante ocorre quando Fry se refugia num cinema, no momento em que está a cena de tiros. A confusão entre os disparos , bem como as linhas de diálogo do filme com os acontecimentos reais é perfeitamente hilariante, chegando Hitchcock ao requinte de fazer um dos espectadores tombar com uma bala real e a sua mulher pensar que ele esta brincando com o disparo feito na tela. Um aspecto final que não pode ser esquecido é o sentido político do filme. Nesse sentido, dois momentos se destacam: o discurso de Kane ao chefe dos conspiradores, sobre a virtude dos valores em que acredita; e o de Pat a Fry, sobre o significado da Estátua da Liberdade.
Nota:9

232° ao 247°


A NOITE DOS MORTOS VIVOS (1968)
Idioma: inglês
Direção:George Romero


Este filme foi responsável por criar o modelo de zumbi seguido até hoje nas mais diversas plataformas, desde o próprio cinema até vídeo-games como a série “Resident Evil”. O modelo é inspirado em antigos rituais vodus feitos pelos negros que viviam no Caribe há muitos anos. Mas as pessoas gemendo e mancando em busca dos cérebros de suas presas surgiram deste filme. É também o primeiro filme de uma série sobreo mesmo contexto,foi uma revolução por vários motivos,atingiu um nível de realismo que chocou o público. “A Noite dos Mortos Vivos”, os zumbis são do jeito que eu e você nos acostumamos a ver na mídia, já que estabeleceu esse padrão, numa época em que o gênero “filme de zumbi” nem existia.A história é bem simples, linear e não por isso trágica. Tudo começa com os irmãos Johnny e Barbra visitando o túmulo de seu pai. A forma com que o primeiro morto-vivo que os ataca aparece é realmente uma sacada muito interessante: Barbra diz que está com medo de ficar no cemitério, e o irmão, tirando sarro, diz para ela que eles vão pegá-la e aponta para um homem que se aproxima lentamente deles com um andar estranho. Eventualmente eles percebem que esse homem, sim, está indo “pegá-los”. Numa luta desigual zumbis são descritos como criaturas de super-força, e desde “A Noite dos Mortos-Vivos” é assim, Johnny leva a pior e Barbra foge desesperada. Ela chega a uma casa aparentemente abandonada, e se protege lá dentro. Enquanto isso, o número de infectados do lado de fora vai aumentando.Não dava pra fugir de certos clichês, como por exemplo Barbra ser a personagem feminina que só grita e desmaia. Depois que ela chega à casa, a história introduz o personagem Ben, que se torna o protagonista a partir daquele ponto. É ele quem faz tudo, enquanto Barbra fica em estado de choque. Algumas lideranças feministas criticam o filme por conta disso. Acham o papel de Barbra uma caricatura infeliz da mulher.Os efeitos especiais são bem artesanaisO próprio modelo de ficar num só lugar enquanto o desastre vem até você é uma manobra para se conter os gastos. Quase não há externas (com exceção da cena inicial no cemitério, com Johnny e algumas tomadas do lado de fora da casa, para mostrar os invasores A importância de “A Noite dos Mortos-Vivos” não está necessariamente em ter criado o gênero “filme de zumbi”, mas sim em mostrar como é possível fazer muito com muito pouco. Alguns críticos da época disseram que a atmosfera do filme lembra a de um documentário, ou “newsreel” (noticiários que eram exibidos nos cinemas, na época em que televisão não existia), tamanha a sobriedade de sua direção de arte. Mais do que isso, “A Noite dos Mortos-Vivos” documenta como mentes inquietas podem fazer grandes coisas.
Nota:9




BOM DIA VIETNÃ (1987)
Idioma: Inglês
Direção:Barry Levinson



Esse filme é muito bom, uma comedia que ridiculariza inúmeras vezes o exercito americano. Saigon, 1965. Adrian Cronauer, um aeronauta, foi para o sudeste da Ásia para trabalhar como disc-jockey na Rádio Saigon, que era operada pelo governo americano. Em contraste com os tediosos locutores que o precederam, Cronauer é bem dinâmico e inicia sempre as transmissões com um sonoro e vibrante "Bom Dia, Vietnã", tocando músicas que não tinham sido aprovadas por seus bitolados superiores. Mas o que realmente chamava atenção eram as piadas que ele falava durante o seu programa, provocando a indignação de Steven Hauk um segundo tenente que era o superior imediato de Cronauer. Hauk tinha uma necessidade enorme de provar que era superior hierarquicamente e além disto tinha um humor pueril e patético. Movido pela inveja e ciúme, ele tenta prejudicar Cronauer mas a popularidade dele é tal que é protegido pelos altos escalões. Paralelamente, Adrian sente-se atraído por Trinh uma jovem vietnamita. Uma dia, quando Cronauer estava saindo do Jimmy Wah's, um bar bem popular que era freqüentados por americanos, houve uma explosão em virtude de um explosivo plástico ter sido colocado no local. Este atentado matou duas pessoas e ainda feriu três. Apesar de ser proibido de divulgar o acontecido, Adrian narrou ironicamente o que aconteceu. Imediatamente Hauk o chamou de subversivo e foi apoiado por Phillip Dickerson um oficial que sempre detestou Adrian. Porém, o general Taylor não permitiu que o incidente tomasse grandes proporções e deu só uma suspensão para Cronauer, ficando acertado que ele seria substituído por Hauk, que tentou ser engraçado mas só conseguiu ser ridículo. Para piorar, tocou várias polcas que ninguém gostava e assim conseguiu diversas críticas negativas. Além do mais, todos pediam a volta de Cronauer. Diante deste quadro, Taylor ordenou que ele fosse reintegrado, na sua volta ele na verdade acaba descobrindo que o irmão de sua garota é um terrorista mas com o jeito deixa se entender que é um assunto que daria um outro filme então ele simlismente vai embora o irmão e Adrian que é Du]ispensado para não causar mal estar entre o exercito, o final é ele deixando uma fita onde gravou seu ultimo programa.O destaque aqui vai para a cena onde mostra terror e morte com a What a Wonderful World de Louis Armstrong e também quando no final ele ensina ao povo local a jogar beisebol.Muito bom o filme ele é modesto mas toca com sensibilidade um assunto sempre polemico que foi essa guerra e não poderia deixar de notar que por duas vezes foi mostrado no filme o álbum Help dos Beatles mas não é tocado nenhuma vez na trilha do filme.
Nota:9







DEEWAAR (1975)
Idioma:Hindi
Direção:Yash Chopra


O drama indiano ém um reflexo da "política tumultuada do início dos anos 70" na Índia, Deewar conta a história de dois irmãos pobres que, após a sua família é traído pelo idealismo extraviado de seu pai, luta para sobreviver nas ruas de Mumbai. Deewaar foi um trabalho inovador. Foi um dos poucos filmes que estabeleceu Bachchan como o "homem novo irritado" de Bollywood cinema e Parveen Babi como a "mulher Bollywood novo" fumar cujo personagem Anita é "uma menina libertada de trabalho, , beber e dormir com seu amante, desafiando todos os Hindi regra heroína do filme. Este filme cimentou o sucesso da escrita duo Salim-Javed, que passou a escrever muitos mais filmes blockbuster, e fez deles uma das os escritores mais memoráveis no cinema hindi. Diz-se que após o sucesso deste filme, o valor dos roteiristas de cinema disparou, graças a Salim, Javed, e logo eles estavam sendo pagas tão alto como alguns dos atores da época. Anand Verma que trabalha duro para melhorar a vida dos trabalhadores que lutam. Ele mora em uma casa modesta com sua esposa, Sumitra Devi e seus dois filhos, Vijay e Ravi Verma). Anand, no entanto, é chantageado por um homem de negócios corrupto que ameaça matar sua família se Anand não cessa suas atividades. Forçado em conformidade, Anand é, assim, atacada pelos trabalhadores mesmo que já o apoiavam. Sua família também é perseguido pelos trabalhadores furiosos que o braço marca jovem Vijay com as palavras: "Meu Pai é um ladrão." Anand, em seguida, foge forçando sua esposa e dois filhos em situação de pobreza indigente. Não sabendo mais o que fazer, Sumitra Devi traz seus filhos a Mumbai e lutas como diarista para cuidar dela boys.Vijay agora sem-teto, o irmão mais velho, cresce com uma consciência aguda do fracasso de seu pai e é vítima de seu pai supostos delitos. No processo de luta por seus direitos Vijay, que começa como um polidor de inicialização e se torna um trabalhador estaleiro em sua juventude, torna-se um contrabandista e uma das principais figuras do submundo. Ele também sacrifica sua própria educação para seu irmão Ravi pode estudar. Ravi é um excelente aluno e cresce até se tornar um policial na posição vertical. Ele também é namorar Veera a filha de um policial sênior. Vijay, por outro lado, se envolve com Anita, uma mulher "frouxo" que ele conhece em um bar. Quando Anita engravida, Vijay decide abandonar sua vida no submundo, se casar com ela, e confessar seus pecados. Ele espera também buscar o perdão de sua mãe e irmão. No entanto, quando Anita é brutalmente atacado por membros rivais do submundo, Vijay perde todo o sentido do comportamento racional, levando-o a ser tachado de criminoso para sempre. Sua mãe, que havia do lado de Ravi, apesar do fato de que Vijay era o seu favorito, é atormentado por Vijay decisões e rejeita-lo. Quando os dois irmãos se encontram para um embate final, no entanto, é Vijay que morre em seus braços buscando perdão e Ravi que é concedido para buscar justiça.
Nota:8





DANÇA COM LOBOS (1990)
Idioma:inglês
Direção:Kevin Costner


Um lindo filme com certeza, nos comove por sua bela fotografia e também pelo apelo que faz ao preconceito e a natureza humana, onde traz a quentão do diferente e da aceitação.O filme começa com um jovem soldado pratica uma ato ousado, é considerado herói e vai servir por sua escolha em um lugar com forte predominância do povo Sioux. Com o tempo ele assimila os costumes dos nativos, acontecendo uma aculturação às avessas. Em Dança Com Lobos, Kevin Costner virou um astro da noite para o dia com esse épico majestoso vencedor de sete estatuetas da Academia de Artes de Hollywood. Ele vive John Dunbar, um tenete da União, condecorado por bravura durante a Guerra de Secessão, mandado para um forte isolado na fronteira selvagem dos índios Sioux. Dunbar enfrenta uma série de perigos e trava contatos com uma tribo indígena que inicialmente parece hostilizá-lo. Acompanhado de seu cavalo Cisco e de um lobo com quem faz amizade, passa a ser chamado de “Dança com Lobos”, pelos peles-vermelhas. A convivência com os nativos faz com que o oficial ganhe respeito da tribo, principalmente depois de uma empolgante caçada de búfalos. Mas logo a cavalaria aponta no horizonte e Dunbar precisa enfrentar o maior dilema de sua vida.O filme é belíssimo tem 3 horas de duração mas que se passa muito rápido, por que o filme é muito envolvente e tem muitas cenas de ação e luta e também as cenas em que eles tentam se entender com a língua são muito engraçadas, gosto muito desse filme fi um filme muito bem feito que soube como fazer a gente se sensibilizar nem que seja vendo o (em ótima fase) Kevin brincando com o duas meias.Alias essas cenas dele com o cavalo e com o lobo são lindas.
Nota:10






A CAIXA DE PANDORA(1929)
Idioma:Alemão
Direção:Georg Wilhelm Pabst


O editor-chefe de um importante jornal, Peter Schön tem uma coquete, Lulu como amante um caso que está sendo cada vez mais comentado. Ele planeja se casar com a filha do ministro do interior, no entanto Lulu força uma situação que faz com que Peter se case com ela. O casamento dura apenas um dia, pois ele ficou com ciúme de seu filho, Alwa que é bem próximo de Lulu, que o considera seu único amigo. Este ciúme acaba provocando uma briga entre Lulu e Peter. Ao brigarem pela posse da arma dele o revólver dispara e Peter morre. Ela é condenada a 5 anos de prisão, mas seus amigos dão um falso alarme de incêndio, provocando um tumulto, e assim ajudam Lulu a fugir do tribunal. Tentando deixar o país, ela é chantageada pelos "amigos", que ameaçam dizer para a polícia onde ela está. Lulu pode ser "comprada" por um "negociante" do Cairo e, para evitar isto, ela conta apenas com seu pai dela e Alwa. Um dos mestres do cinemas silencioso alemão, G. W. Pabst, foi também um grande descobridor de atrizes talentosas (inclusive Greta Garbo). Talvez nenhuma de suas estrelas, tenha brilhado tanto ao ponto de se imortalizar num personagem, como a belíssima e enigmática Louise Brooks. Neste audacioso e magistral melodrama, que se tornou uma obra prima indiscutível do cinema, ela interpreta Lulu, a amante de um editor de jornal que depois de casar-se com ele, uma série de acontecimentos trágicos rondarão sua vida. Pabst e o fotógrafo Günther Krampf, criaram uma atmosfera sensual e expressionista, mas é a atuação de Brooks que torna o filme inesquecível. Clássico do cinema mudo. No início parece cansativo por causa da música incidental. Mas a história acaba prendendo a atenção até a última cena. É um trabalho ousado até para os dias de hoje. Louise Broks, cuja imagem ficou eternizada neste filme, faz o papel de Lulu, uma mulher sedutora que traz a desgraça para todos os homens que se apaixonam e se envolvem por ela. Até mesmo uma Condessa acaba se deixando seduzir por ela e num momento antológico ambas dançam juntas, numa cena de pura ambigüidade. Até o figurino de Louise é sensual, mas é no roteiro que o filme mostra sua maior ousadia, tendo até mesmo a presença de Jack, o estripador, na história. Acima de tudo o filme é de Louise Broks, uma figura ao mesmo tempo frágil e sedutora, que se tornou um dos grandes mitos da história do cinema.
Nota 9.






BOUDU SALVO DAS ÁGUAS (1932)
idioma:Francês
Direção:Jean Renoir


Um livreiro parisiense salva um mendigo do suicídio e o leva para sua casa. O mendigo acaba dormindo com sua esposa e também com a empregada. Um clássico da comédia. No filme o vagabundo Boudu – interpretado de forma magnifica por Michel Simon – é salvo de se suicidar nas águas do Rio Sena pelo livreiro parisiense Lestinguois, que o acolhe. Rejeitando a moral burguesa representada por seu salvador, Boudu acaba seduzindo a esposa e a empregada do livreiro.Boudu Salvo das Águas conta uma história simples, conta uma história bela e comovente. A de um velho que embora não pareça lá muito desgostoso com o miserabilismo e a solidão da sua vida, decide pôr-lhe fim e dar-se às águas. Talvez por ter perdido o seu cão? Talvez porque qualquer enfermidade interior se tenha interposto a uma aparentemente furiosa vontade de desprendimento? Coisas dessas não se costumam saber... Depois... É uma história de amor, ou mais do que uma, entre a alma caridosa que o salvou e entre uma rapariga inocente, e, como em todas essas histórias, ou quase todas, a linha nunca vai ser reta. Boudu há de voltar às origens e a uma singular plenitude. O filme é surpreendente,parece um documentário porque acima de qualquer efeito ou “impressão” de cinema, o que lhe interessa é um homem e tudo o que à sua volta o envolve e pulsa. Interessa-lhe os seus instintos, a sua natureza, essa espécie de loucura dos livres. Interessa-lhe ver como tudo o que o envolve reage, se comporta. E a forma como tudo isto é captado, apreendido, essa construção livreuma riqueza de descrição dos lugares e das ações e a sonoridade do filme é tudo muito interessante. Um filme doce, obviamente, tão doce como um dos planos finais, aquele em que Boudu, já pacificado, dá de comer ao animal junto ao rio.
Nota:9





BAB EL HADID (1958)
Idioma:Inglês
Direção: Youssef Chahine


Kinawi, um mascate deficiência física que ganha a vida vendendo jornais na estação de trem central do Cairo, é obcecado por Hannouma, uma jovem atraente que vende bebidas. Enquanto ela trata Kinawi de uma forma simpática e piadas com ele sobre uma possível relação, ela é realmente apaixonado por Abu Sri ', um porteiro forte e respeitada na estação que está lutando para sindicalizar seus colegas de trabalho para combater a sua chefe de exploração e tratamento abusivo. Escrito por Anônimo Isto é simplesmente um bom filme porque segue uma história sólida e envolvente sobre personagens simples, lidando apenas com problemas aparentemente pequenos e frustrações.Este é realmente um filme bastante ousado, a partir de um país tão religioso e rigoroso como o Egito, especialmente por sua vez, é claro. Não que haja algo de chocante em por quaisquer outras normas, mas os personagens principais é um tanto mentalmente como fisicamente deficientes e um do sexo feminino a liderança é muito namoradeira e free-minded. Além disso, o filme também casualmente tem outros temas como os direitos do sexo feminino e abuso, e não apenas em relação às mulheres, mas também o abuso dos patrões dos trabalhadores simples e negando-lhes direitos iguais. Mas o filme não é moralista sobre qualquer destes assuntos em tudo e eu como eu disse, ele realmente só lida com ele casualmente como o filme que se move ao longo de história principal. E o filme se move muito rápido, que não é necessariamente devido ao seu ritmo, mas mais porque há sempre algo acontecendo história-sábio, com um dos muitos characters.It é tudo sendo tecida em muito inteligente e eficaz com a sua história principal do mascate deficiência física, que cai para o Hanuma muito atraente, que é a mulher muito mais do que ele já pode manipular. É, portanto, também uma já condenada história de amor desde o início e, felizmente, o filme também não tem um tipo de conto de fadas da história.
É um pouco de um tipo feito à moda antiga do filme, com também alguns estilos incomuns atuando nele, mas isso é o que funciona muito refrescante, ao mesmo tempo. É sempre interessante comparar filmes de diferentes continentes, que tem feito durante o mesmo período de tempo. Cada país tem sua própria cultura fortemente presente presentes e também um tipo diferente de cinema que vai junto com ele. Este filme tem feito no período de tempo que é conhecido como a era dourada do cinema egípcio. Muitas pessoas não parecem saber isso, mas durante o '40 's e '50' s em todo o mundo lotes de filmes aclamados pela crítica tem feito no Egito, de que este filme é também um.Um grande filme, que segue uma grande história e tem alguns personagens sólidos nele.
Nota:9





ARTISTAS E MODELOS(1955)
Idioma: Inglês
Direção:Frank Tashlin


Rick Todd é um artista fracassado, que pinta paredes para sobreviver. Seu parceiro no trabalho é Eugene Fullstack, que deseja ser um autor de histórias infantis. Fullstack é apaixonado por histórias em quadrinhos especialmente as aventuras da Bat Lady A dupla divide um apartamento, mas de noite Fullstack não deixa seu parceiro dormir em função dos gritos que dá devido aos frequentes pesadelos com "Vincent, o Abutre" um vilão de quadrinhos "meio-homem, meio-garoto e meio-pássaro".Num apartamento vizinho, Abigail Parker trabalha para uma editora de quadrinhos e escreve as aventuras da Bat Lady. A secretária da editora é Bessie Sparrowbush, que também é a modelo de Abigail para os desenhos da heroína. Todd vai até a editora procurando trabalho e Fullstack vai com ele. Bessie se apaixona por Fullstack, mas ele só quer saber da Bat Lady.Todd fica sabendo que a editora está interessada em publicar apenas aventuras de super-heróis, violência e crime. Ele então resolve apresentar o personagem Vincent, o Abutre, baseado no que ouve durante os pesadelos de seu parceiro. De imediato Todd consegue o emprego, e começa a desenhar as histórias que Fullstack conta em voz alta enquanto dorme. A série é um sucesso, mas logo algo dá errado: Fullstack sem querer fala de uma fórmula, que ao ser publicada assusta os militares, pois ela é a metade de uma fórmula verdadeira, base de uma arma secreta. Os espiões inimigos também ficam sabendo, e começam a caçar Fullstack, para que ele revele o restante da fórmula. Um modelo de espaçonave vista no laboratório estrangeiro é uma miniatura da usada no filme de 1955 Conquest of Space, de George Pal.Foi o décimo quarto filme da dupla formada por Dean Martin e Jerry Lewis, pela primeira vez trabalhando com o diretor Tashlin, que se tornou seu diretor favorito. Tashlin conhecia bem o tema do filme, uma comédia sobre cartunistas, pois ele já dirigira vários desenhos animados dos Looney Tunes.Tashlin continuou a dirigir Lewis quando de sua carreira solo, e a parceria alcançou grande sucesso, principalmente na França, onde ambos eram tratados como gênios pelos conceituados críticos de cinema daquele país.Também seria o primeiro filme em que Dean Martin e Shirley MacLaine atuaram juntos.
Nota:8






APERTEM OS CINTOS...O PILOTO SUMIU (1980)
Idioma:Inglês
Direção:Jerry Zucker


Ted Striker é um piloto ex-combatente forçado a assumir os controles de um avião quando a tripulação sucumbe à comida contaminada. Elaine sua namorada, tem de ser aeromoça e co-piloto, mas existe um problema: ele é neurótico marcou toda a geração que pode ver e chorar de rir com tantos sketchs bem feitos. Não temos mais oportunidade de assistir a filme de comédia desse porte, que não tenham sexo ou palavreado chulo. é uma obra-prima do humor, está no altar do cinema mundial, ao lado de "Top Secret, missão ultrasecreta", "Férias frustradas" (todos eles) e "Top gang, ases muito loucos". Quem nunca viu um desses filmes não sabe o que é comédia!vEsse filme é tão clássico que as comédias poderiam se chamar antes de Apertem os cintos e Depois de Apertem os cintos, engraçadissimo não perdoando ninguém, satirizando todos os filmes da época como Embalos de Sábado a Noite, a série Aeroporto e outros, está junto com o Monthy Phyton, o Mel Brooks e os irmãos Farrely as melhores influências de comédia de todos os tempos.
Nota:9






APENAS UMA VEZ (2006)
Idioma:inglês
Direção:John Carney


Em Dublin um músico de rua sente-se inseguro para apresentar suas próprias canções. Um dia ele encontra uma jovem mãe que tenta ainda se encontrar na cidade. Logo eles se aproximam e, ao reconhecer o talento um do outro, começam a ajudar-se mutuamente para que seus sonhos se tornem realidade. Encantador. O que tem de simples, tem de belo. As canções do filme me acompanham para onde eu vou, na playlist do meu celular. A amizade que nasce entre os protagonistas, os relacionamentos amorosos deles com outras pessoas, o modo como os dois se apoiam e a forma como resistem a atração que sentem um pelo outro...Tudo é mostrado com muita naturalidade e sensibilidade. E o fato desses dois personagens não terem nomes? Achei brilhante, pois na verdade isso pouco importa. Ele e Ela podem ser qualquer pessoa. São personagens simples, carregando suas complexidades. Apenas uma vez que se assista é suficiente para se apaixonar por esse filme tão sincero. Um filme emocionante, muito simples, cativante. Ponto para a trilha sonoro que transformam o filme.
Nota:9




ANJOS DE CARA SUJA(1938)
Idioma: inglês
Direção:Michael Curtiz


Dois meninos são pegos roubando um trem de carga. Na fuga, um deles consegue pular a cerca que dá acesso ao seu esconderijo e fugir da polícia; o outro não. Este simples fato influi no destino de ambos: Rocky Sullivan o garoto que não conseguiu escapar, torna-se um gângster temido; seu colega, Jerry Connelly vira padre. Ao fim de uma de suas diversas passagens pelo presídio, Rocky parte em busca de Jim , um advogado ardiloso que lhe passou a perna; e acaba conhecendo e se envolvendo com um grupo de jovens delinqüentes como ele fora um dia. Anjos de Cara Suja foi uma das vítimas da Legião da Decência, um órgão católico que tratava de censurar os filmes (principalmente os de gângsteres). Isso gerou toda uma nova onda de filmes do gênero, que passaram a mostrar a origem desses criminosos, o que os motivou a serem quem são; além de um final obrigatoriamente moralista, contornado com sabedoria por alguns cineastas (é o caso de Curtiz). Bogie, que mais uma vez interpreta um homem inescrupuloso, era na época apenas um ator contratado da Warner e estrelou em seguida uma série de filmes do mesmo modelo.O problema do filme, hoje, é justamente um dos seus trunfos na época: Os “Dead End kids”. Claro, a existência deles é fundamental no filme, a história gira em torno deles, mas os seus maneirismos, e a própria “bandidagem ingênua” deles hoje é risível, e atrapalha um pouco a que nos envolvamos com o filme. Em comparação com os meninos de rua de hoje em dia, eles são garotos mimados que brincam de bola-de-gude no carpete... Mas na época eles engrossaram durante as filmagens, tentando tumultuar e insistindo em improvisações. Eles devem ter pensado que o James Cagney só era durão nas telas... mas quando ele deu uma enquadrada em um deles, os garotos entraram na linha. A vida imitando a arte.
Ann Sheridan também não tem muito o que fazer... mas felizmente ela é só a presença feminina obrigatória em qualquer filme da época. Porque o foco básico é mesmo entre James Cagney e Pat O’Brien, que inclusive eram amigos na vida real. É daí que o filme extrai sua força, de dois amigos de infância que seguiram caminhos totalmente diversos. O filme trabalha muito bem com isso, e também com a questão do acaso, de como um lance fortuito pode mudar tudo. Se fosse Pat O’Brien a ser preso pela polícia, tudo seria diferente? Ou a diferença entre eles estava realmente no caráter de cada um?Essa ambigüidade dos personagens e o fortuito da vida culminam na cena final, extremamente marcante e muito bem dirigida por Michael Curtiz, um diretor que normalmente nos esquecemos quando nos lembramos dos “grandes diretores” da época, mas que dirigiu vários clássicos incontestáveis (entre eles, claro, “Casablanca”). Essa cena também mostra o quão rico é o personagem (e a atuação) de James Cagney. Prevalece no final o medo ou a boa ação? O espectador escolhe.
Nota:9






AMNÉSIA (2001)
Idioma:Inglês
Direção:Christopher Nolan


Um ladrão ataca um casal, terminando por matar a mulher e deixando o homem à beira da morte. Porém, ele sobrevive e a partir de então passa a sofrer de uma doença que o impede de gravar na memória fatos recentes, o que faz com que ele esqueça por completo o que acontece poucos instantes antes. A partir de então ele parte em uma jornada pessoal a fim de descobrir o assassino de sua mulher para poder vingá-la.
Vou começar falando de "Amnésia" pelo título absurdo dado a ele aqui no Brasil. É a cada dia mais díficil entender o que se passa na cabeça dos tradutores das distribuidoras. Logo na terceira cena do filme o personagem do Guy Pearce deixa claro, em palavras explícitas, que seu problema não é amnésia, mas acho que os tradutores daqui resolveram dar um título ao filme sem ao mesmo tê-lo visto, devem ter olhado a sinopse e pronto! Mas o filme é incrivelmente interessante. Poderia ser melhor? CLARO! Mas o resultado é bastante agrádavel, principalmente pela originalidade (algo raro de se encontrar) e pela ousadia em contar uma história de trás para frente. Digo ousado pois o filme brinca com a cabeça do espectador e a gente fica a todo momento pensando e ligando fatos. O interessante é que é para não fazer o filme ficar muito óbvio, afinal chegamos ao final e já sabemos quem é o assassino da mulher. Mas conforme o filme vai retrocedendo vamos vendo diversos segredos no meio e no começo da história, aliás o começo (final) é surpreendente e bem complicado. Muita ousadia trabalhar com um roteiro desses, que se fosse mal feito apenas iria tratar o espectador como um idiota, mas o trabalho do diretor Christopher Nolan foi muito bem feito e deixou o filme bem explicado! O filme conta a história de Leonard que teve sua mulher assassinada e ainda ganhou um problema quando foi ajudá-la: ele bateu a cabeça e não consegue se lembrar das coisas que acontecem recentemente. Assim ele contará com a ajuda de Natalie uma mulher que também perdeu alguém importante e quer vingança. E tem seu "amigo" Teddy que também faz que o ajuda, mas na verdade não se pode acreditar nas mentiras dele! Usando essa pequena idéia de história o filme é contado de maneira criativa. Você pode pensar: "mas se eu já vi o final no começo, qual a graça de ver o começo no final?". Acredite, nem tudo é o que parece ser, existem diversas situações que o personagem esqueceu e, tendo esse problema, acabaram usando bastante dele. Algumas cenas são fantásticas, pena que eu não posso contar senão pode estragar a surpresa! "Memento" é o filme independente mais lucrativo do ano, tem um dos roteiros mais criativos da história, consegue fazer com que fiquemos presos durante todo o tempo, mas chega um ponto em que ele fica um pouco cansativo. O que mais me surpreendeu foi como eles conseguiram terminar o filme fazendo um começo surpreendente, nunca imaginei que existiria tanta intriga e pilantragem no meio da história que explicam fatos! Se você já viu o filme, será que ele não poderia ficar melhor se fosse contado de maneira normal? Certamente esse negócio de contar de trás para frente foi legal, mas é claro que só foi feito para despertar uma curiosidade no espectador! Eu sincertamente acho que poderia ficar melhor contado de maneira normal!
Nota:9




O AMIGO AMERICANO (1977)
Idioma: inglês
Direção:Win Wenders


Jonathan Zimmermann é um pacato moldurista alemão, que tem um áspero contato com um americano, Tom Ripley , em um leilão. Jonathan desconfia que está sofrendo de uma moléstia incurável e recebe uma inacreditável proposta de um gângster: matar um bandido rival, recebendo em troca uma quantia que permitisse que sua família vivesse tranquila após sua morte. Dividido entre a angústia de estar com os dias contados e a hesitação em se tornar um assassino, Jonathan cada vez mais se envolve na trama. Porém o que ele não sabe é que quem está por trás dela é justamente Tom Ripley. escrito e dirigido por Wim Wenders, que, de forma brilhante, inspira-se em "O Talentoso Ripley", romance da escritora Patricia Highsmith e adapta-o de forma livre criando uma nova história, mas com a mesma personagem: o inteligente, astuto, mas mau-caráter Tom Ripley; este vende pinturas/quadros falsos de artistas consagrados, que são falsificados nos EUA, por um perito em falsificação, vivido de forma especial pelo cineasta Nicholas Ray Ripley leva essas falsificações para a Alemanha e vende-as em leilões como se fossem obras originais, até que Ripley conhece o alemão Jonathan Zimmermann o qual desconfia da autenticidade de uma das obras, pois trabalhava em restauração de obras clássicas, mas, agora, apenas trabalha com a fabricação de molduras; é, então, que Ripley e seu comparsa envolvem Jonathan em uma trama bem elaborada e intricada, em que este ganharia muito dinheiro, pois Ripley chantageia Jonathan, já que este tem uma doença grave e está com medo de deixar a esposa e o filho sem meios de sustentarem-se, após sua morte; assim, Jonathan vai caindo na lábia de Ripley e topa matar dois mafiosos, em troca de dinheiro, contudo Ripley começa a ficar amigo de Jonathan e arrepende-se de tê-lo metido nisso. Este é o aspecto mais interessante da obra, já que temos no início um Ripley frio e calculista, mas, que aos poucos vai mostrando sentimentos bons de amizade, compreensão e compaixão, evidenciando que todas as pessoas têm tanto sentimentos bons, como ruins, daí a complexidade do ser humano, e isso o filme retrata bem, na figura do Ripley de Dennis Hopper. Ótimo filme. Wenders em plena forma.
Nota:9




ALPHAVILLE (1965)
idioma:Francês
Direção:Jean-Luc Godard


Só tenho uma coisa pra dizer desse filme, que doidera, esse filme é uma mistura de alguns gêneros famosos como o estilo noir e mistura uma espécie de futurismo meio sem pé nem cabeça, juro que tentei gostar desse filme , mas não curti muito não.Até voltei algumas cenas e vi novamente mas pra mim achei mais engraçado do que outra coisa pq em alguns momentos do filme tem a voz do que seria o grande Computador que me metia medo, de verdade...O filme começa com a história de Lemmy Caution um agente intergaláctico que deve matar o inventor do super-computador Alpha 60. Conhecemos através de sua jornada um mundo totalmente novo, onde pessoas são controladas por um cérebro eletrônico extremamente avançado,onde os sentimentos foram abolidos com o objetivo de persuadir o professor von Braun a voltar aos planetas exteriores. Natacha, filha do professor, lhe serve de guia. Lemmy reencontra Henri Dickson, antigo agente secreto, que lhe envia uma mensagem para destruir Alpha 60 e salvar aqueles que choram. Lemmy presencia uma execução pública. Depois, é submetido a um interrogatório conduzido por Alpha 60, o computador que governa a cidade, e é condenado à morte. Natacha, aos prantos, lhe murmura as palavras proibidas.Esse filme é mais do que ecentrico é alem de uma mistura de generos bem ineteressante.
Nota:8





À BEIRA DO ABISMO (1946)
idioma:Inglês
Direção:Howard Hawks

Um detetive particular, Philip Marlowe é chamado por Sternwood um milionário que diz que está sendo chantageado novamente, pois há dois anos pagou US$ 5 mil para que Joe Brody deixasse Carmen sua filha mais nova, em paz. Agora Arthur Gwynn Geiger quer receber alguns milhares dólares, referentes a dívidas de jogo de Carmen. Philip aconselha que a dívida seja paga, pois Carmen assinou promissórias, mas Sternwood quer de qualquer maneira ficar livre de Geiger e diz para Marlowe cuidar disto. Antes que saia da mansão Vivian a filha mais velha de Sternwood, fala com Marlowe e lhe pede que encontre Shawn Regan, um grande amigo de Sternwood, que desapareceu. Marlowe segue Geiger até a casa dele e fica vigiando. Então repentinamente ouve um tiro e vê um carro fugindo. Marlowe constata que Geiger foi morto e ao lado dele está Carmen, que não tem noção do que está acontecendo, pois está drogada. Ele a leva para casa e deixa Carmen aos cuidados de Vivian, construindo um álibi ao dizer para Vivian que, para todos os efeitos, Carmen ficou ali toda a noite. Porém esta era apenas a primeira de várias mortes. História bacana, com boas atuações de Lauren Bacall e Martha Vickers. Melhor que a maior parte dos filmes atuais.Mas nada de muito relevante nessa filme apenas um bom filme do ano de 1946.
Nota:8





A COSTELA DE ADÃO (1949)
Idioma: Inglês
Direção:George Cukor

O filme é sobre um casal de advogados, Adam e Amanda, têm ideias e princípios muito diferentes. Ele é um homem um tanto rígido, que acha que nada está acima da lei. Ela é uma mulher liberal, feminista e manipuladora. Os dois são tão diferentes que até leem jornais diferentes!Em uma manhã, Amanda lê uma matéria sobre uma mulher que ingenuamente seguiu o marido com uma arma e atirou nele e na amante descontroladamente, sem a intenção de matá-lo, mas por raiva.(In)felizmente, o marido não morreu.No trabalho, Adam descobre que foi contratado para defender tal homem e, para mostrar ao marido que as mulheres têm os mesmos direitos que os homens, Amanda decide defender a acusada. Isso porque naquela época, se um homem estivesse no lugar daquela mulher, ele poderia simplesmente alegar que estava defendendo sua família; e se uma mulher tivesse um amante era mal vista (e o contrário não era recíproco).Os dois então se enfrentam não só na corte como também em casa. Amanda chama mulheres fortes e exemplares para defender sua tese e Adam continua forte com sua opinião. As brigas vêm e vão até chegar uma hora que você não sabe o que sairá primeiro: o veredito ou o divórcio dos advogados.
O pôster do filme é uma ilustração perfeita da história: Katie Hepburn e Spencer Tracy brigando por um par de calças, lado a lado, sem inferior ou superior. Por isso que ele é tão especial, pois mesmo antes das mulheres saírem nas ruas queimando seus sutiãs, já existia uma semente do que seria o feminismo.Inclusive em uma cena que Amanda está sendo seduzida por seu amigo que gosta dela, ela usa o termo "homem" como algo pejorativo!Agora ouça, Kip, estou tentando lutar contra o preconceito. Mas está claro que você está agindo como um, como um... - bem, eu odeio colocar isso dessa forma - como um HOMEM!Muito bom e na verdade,no fundo engraçado tb.
Nota:9